O século delas

O século XVIII foi o século das luzes. O século XIX foi o século sem nome. O século XX foi o século sangrento. E o século XXI está se transformando no século delas. Muitos estão dizendo que, agora, o mundo é das mulheres, que Elas estão em maior número no planeta, são as cabeças das corporações e que Ele, na verdade, seria Ela.

Eu, particularmente, acho que isso tudo faz parte de um plano para deixá-las tomarem conta até se cansarem da jornada dupla. Nada mais do que o merecido após queimarem tantos sutiãs, contribuindo para o agravamento do efeito estufa. Mas essas são questões que estão além da compreensão de um comunicador em busca de patrocínio. 

O que me é palpável é a atual divisão do sexo feminino do homo sapiens. Os líderes do plano andam dizendo que as mulheres se dividem em dois grandes grupos: as feias e as bonitas. Nada dessa história de brancas, negras, orientais, fáceis, inteligentes. Isso é tudo passado. É coisa do século sangrento. Esse pensamento está ultrapassado! 

A ciência moderna dos “cabeças” explica que as feias são aquelas que, na visão do indivíduo do sexo masculino, não estão aptas à reprodução. Por alguma razão inexplicável, esse grupo não preenche as necessidades básicas do sexo oposto. Enquanto as bonitas são aquelas que merecem um “desenrole”, aquelas que chamam a atenção e instigam os homens a quererem conhecê-las. 

Fica nítido que essa divisão é mais precisa, porque, para chamar a atenção, é necessário muito mais do que beleza física. O charme e a beleza interna – a de dentro, dentro da roupa – são elementos fundamentais para o approach

Acaba que, como essa ciência não é das áreas mais precisas, ela depende de um elemento irracional e variável chamado: gosto. Já dizia um grande sábio: “gosto é que nem bunda. Não se discute. E se passar a mão, o pau come!”. Essa pequena falha na análise dos “cabeças” permite que diversas interpretações sejam dadas a esta teoria. 

Novamente, particularmente, eu prefiro a visão que prega que todas as mulheres são bonitas para alguém. Pode não ser o primeiro homem de quem elas gostam, nem o segundo, nem o terceiro, (…), nem o quadragésimo quinto, mas o fato é que elas são bonitas de alguma forma, para alguém (as vezes não é nem do sexo oposto!?). E isso acaba provando que, por mais que esse seja o século das mulheres, não seria o século de ninguém se não houvesse os homens. E isso mostra a dependência e a inferioridade do homo sapiens. Ou seria a independência e a superioridade? A teoria perfeita fica a seu critério…

Uma resposta to “O século delas”

  1. fdpuc Says:

    Fato é: tanto o machismo quanto o feminismo são extramente idiotas e irritantes!

    São existe esse troço de inferioridade ou superiodade, ambos dependem tanto um dos outros que às vezes é até inconcebível. E inconcebível pensamentos machistas… e feministas. E também inconcebível o “ataque” do machismo e a “defesa” feminista.

    Ah, sei lá, axolotl.

    Castello.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: