A cobertura jornalística do Pan

Como já ficou provado em posts anteriores: eu não sei contar. Conclui-se que eu também não sei os meses do ano, muito menos os dias e as horas. Por isso vou passar adiante uma história antiga, que me foi contada por um plantador de papoula, do interior do Somália, em seu leito de morte – eu também não sei onde começa a área rural e a área urbana por lá!

Observação do autor: a camisinha usada que você, leitor, encontrou por aí, DEFINITIVAMENTE, não é minha!

Observação dois: por que os somalis não têm batata da perna? 

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Era madrugada quando o despertador apitou. Ele saiu da cama e quando olhou no espelho do banheiro lembrou-se de que era um dos dias mais importantes de sua vida. Finalmente ele conseguira fazer a cobertura de um evento esportivo. Era sua chance de se firmar no caderno de esportes. 

Terminando sua rotina matinal, ele saiu de casa e foi em direção ao local dos eventos do dia. Ele não sabia qual era a modalidade, mas pouco importava, ele conhecia todas de coração e isso não seria problema. Ele preparou algumas perguntas, e esperou o término da primeira prova. 

BRASIL! O ganhador da competição que abriu o dia era brasileiro. Ele correu para entrevistá-lo. Assim que chegou perto já lançou a indagação: 

– Como você está se sentindo?

– Péssimo. Não esperava por esse resultado, a gente trabalha desde os 3 meses de idade, correndo atrás de uma meta, e…é decepcionante! 

Não deu tempo para mais nada. Os poucos milésimos que separaram a ultima palavra do atleta da chegada da enxurrada de repórteres foi tempo o suficiente pra ele não se afogar em meio a tantos microfones, gravadores e bloquinhos de papel. 

Não demorou muito para o segundo ouro do dia chegar e ele sair correndo atrás do vencedor de mais prova: 

– Esse resultado te empolga para o mundial no final do ano?

– Não, infelizmente não. Esse pode ter sido um dos melhores resultados da minha vida, mas não estou nenhum pouco feliz! 

Novamente chovia jornalista pra cima do “casal”, e aquela relação mística entre entrevistador e entrevistado não durou muito tempo. Como já diziam os profetas da antiga Basiléia: “alegria de pobre dura pouco”. 

Depois desses dourados momentos de felicidade, como os extintos basiléios já haviam previsto, não vieram mais ouros. No entanto, contentando-se com a terceira colocação – o segundo lugar dos perdedores – um brasileiro de cabelo escorrido, cortado em forma de tigelinha, olhos puxados, magrinho e fortinho foi dar mais uma entrevista ao nosso colega e explicou como ele se sentia orgulhoso, naquele momento, de ser brasileiro: 

– É uma honra estar aqui agora. Essa medalha é do Brasil!

– Então você é brasileiro por dentro e por fora?

私は側面の後の方で示そうと思っている

– … 

E foi assim, com perguntas fundamentais, delicadas e necessárias que ele fez seu debut em pelo caderno dos esportes. Viva a cobertura jornalística do Pan.

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