A arte de cagar no mato

O conceito de arte é extremamente vago. Um dos presentinhos desse semestre, dado pela Ribas, foi o esclarecimento de quão branda é a análise de uma obra de arte. Se pensarmos pelo lado mais liberal e menos fresco, podemos considerar muitas coisas como um presente intelectual para a humanindade, inclusive cagar fora de casa.

Uma dificuldade para os fracos, defecar fora de casa pode ser uma bênção em momentos de necessidade ou uma praga na hora da disenteria. Há algumas histórias que comprovam o meu ponto. Uma delas já foi mencionada anteriormente, em um post mais romântico, e a outra não me envolve diretamente, mas contarei para provar um ponto.

Ano passado, no feriado da Páscoa, rolou uma viagem para Trindade. Tudo estava tranqüilo e bonito até algumas horas antes de entrar no ônibus para Parati. As dores começaram em casa, e o Gleide teve de ser acionado duas vezes antes de partir para a rodoviária. Durante os quatro dias de fuga da rotina, as dores e a necessidade de utilizar o banheiro não desapareceram. A disenteria poderia ter comprometido a diversão da viagem se não fosse o bom humor sobre os acontecimentos e a tranqüilidade de se cagar fora de casa.

Se eu fosse um daqueles fracos que não consegue usar o toalete de um camping no meio do mato, seria muito complicado. Toda a diversão da viagem poderia ter sido posta em risco, ter sido jogada descarga abaixo – junto com alguns quilos.

A outra também envolve camping. Talvez o problema seja com o fato de estar no meio do mato, sei lá. Mas o fato é que rolou uma barriga d’água bem feia provocada pela falta de evacuação. Com todo o sistema digestivo travado por cerca de seis dias, em um fim de mundo, a aparência de doença tropical se intensificou. É possível que a vergonha causada pelo físico seja quase tão ruim quanto a de confessar que teve que usar o banheiro nojento do camping estranho.

Imagino que tenha provado meu ponto. Admiro todos aqueles que têm a coragem de cagar fora de casa. Todos aqueles que tem o dom de marcar a privada alheia. Finalizo, reconhecendo que este post está bem aquém do recente nível do blog, e completando com a minha expectativa de que minhas exposições tenham sido boas o suficiente para convencerem as pessoas a cagarem fora de casa. É uma arte. Os brandos conceitos ensinados pelas Ribas me dão o poder de proclamar a cagada como uma arte!

2 Respostas to “A arte de cagar no mato”

  1. Castello Says:

    Juca Chaves: “Cagar é bom quando a gente tá em paz, ouvindo na água o som, que a merda caindo faz. Cagar molinho, cagar durinho, cagar soltinho, de qualquer jeito, de qualquer maneira, até quando é caganeira… cagar é bom, é muito bom, cagar é bom demais.”

    Castello: “É muito chato e perda de tempo. Mas fora de casa é tranquilo.”

  2. steph Says:

    1 – cara, matheus, zuar sua caganeira na viagem foi grande parte da diversão…

    2- “Finalizo, reconhecendo que este post está bem aquém do recente nível do blog”. Se antecipou ao que eu ia dizer.

    3- Lembra da história do cara, estudante, que foi até São Paulo?
    Pense nisso.

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