Ficar em casa, com boa companhia e o filme certo

            Depois dos meus dois coleguinhas de blog darem pitaco no tema “A arte de ficar em casa”, me senti excluído e resolvi aderir à panelinha.

            O Americano estabeleceu que ficar em casa é uma boa.

Depois, Arari chegou à conclusão que se vai ficar em casa, que escolha uma boa companhia.

Sobrou pra mim dar dicas de filme para ver.

            Primeiro, temos que estabelecer a companhia.

Ver filme com vários amigos é legal, e se forem todos homens, o filme tem que ter luta, sangue, explosão e morte… afinal, somos todos machões.

Num grupo mais variado, com abundante presença de ambos os sexos, entra qualquer filme. Porque ver filme com umas 10 pessoas na sala é difícil, haja concentração.

No final, tenho que concordar com meu colega Arari que o sexo oposto traz maior conforto do que músculos desenvolvidos, cheiro de testosterona ou amigos verborrágicos e falastrões. Do sexo oposto, vale qualquer coisa: mulher, namorada, peguete, amiga-com-benefícios ou futura pretendente. Mas vamos deixar “namorada” como base.

Equação:

Tarde chuvosa ou noite agradável + você e sua namorada + um filminho + sofá ou cama + aperitivos = melhor programa de todos os tempos. 

Filminho: comédia romântica é perfeito. Nada melhor do que ver um filme água-com-açúcar agarradinho. Comédia romântica sempre tem de tudo: situações engraçadas para dar risada em conjunto e drama para você consolar a namorada emocionada. O casal vai sempre se dar bem no final, e você vai aproveitar cada segundo dos beijos na telinha com seu par na vida real.

Das recentes, Um Lugar Chamado Notting Hill é a hors-concours. Julia Roberts é atriz famosa de cinema e Hugh Grant um pobretão. Os dois, claro, se apaixonam, e enfrentam a tudo e a todos pra ficarem juntos. Julia Roberts é a rainha da comédia romântica! Whoopsidaisies! Maravilhosa. Pra você, esse filme garante vários suspiros, abraços e beijos. Melhor impossível. E ainda tem chances dela imitar a Julia Roberts e falar pra você que é “just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her. Mas qualquer variante tá valendo.

Simplesmente Amor também não deixa barato. Mistura várias histórias de amor, de pessoas de todos os tipos e até nacionalidades. No final, você já acha que você e sua namorada foram filmados e fazem parte da história! Outra comédia romântica genial é Abaixo o Amor: passada nos anos 60, é rápida, dinâmica, cheia de reviravoltas, apaixonante, absurdamente hilária, e ainda tem Renée Zellweger e Ewan McGregor, lindos e irresistíveis, fazendo a dupla central.

Outra comédia romântica fofa e divertida é Amor em Jogo. Dirigida pelos ótimos Irmãos Farrelly, tem Drew Barrymore como uma executiva se apaixonando por Jimmy Fallon, um fanático por baseball que não perde um jogo no estádio. Esse filme tem de tudo, até uma ousada (e romântica) proposta de casamento.

Pra quem prefere comédias românticas mais antigas, porém igualmente boas, também dou minhas dicas. Aliás, são dicas fortes, pois foi nos anos 30 e 40 que surgiram as bases pra comédias românticas de hoje em dia, e têm tão ou mais qualidade. Nesse tipo de filme, se Julia Roberts é a rainha, Cary Grant era rei. Ele está em Jejum de Amor (1940), meu preferido, – provavelmente o filme mais engraçado e empolgante de todos os tempos – fazendo o par com a espevitada Rosalind Russel. Grant é editor de jornal, e faz de tudo pra impedir que sua ex-mulher, Russel, repórter, se case de novo. Recomendadíssimo para todos os amantes e (futuros) jornalistas! Cary Grant também está em Cupido é Moleque Teimoso (1937), com Irene Dunne. Nesse, o título do filme já diz tudo. Fantástico, o casal vai se divorciar, mas acaba fazendo de tudo pra ficar junto! Em Aconteceu Naquela Noite (1934), do mestre Frank Capra, Clark Gable faz o pobretão e Claudette Colbert a ricaça. Semelhanças com comédias atuais? Eu diria que sim, só que com doses inimagináveis de uma adorável ingenuidade.

            Depois desses  filmes, não quero ouvir reclamações de que o tempo em conjunto com a pessoa do sexo oposto não foi bem aproveitado. É só esperar o dia perfeito, chamar a garota,  passar na locadora e correr pro abraço (e algumas coisas mais).    


Uma resposta to “Ficar em casa, com boa companhia e o filme certo”

  1. Massa Says:

    Faltou um elemento na sua equação.

    Filme é realmente uma coisa muito complicado, as dicas são muito bem-vindas. Mas, geralmente, a minha técnica é deixar a mulher escolher. Porque ai não tem dessa dela ficar reclamando q escolhi filme de sangue e blablabla, e se o filme for uma merda, a culpa é dela. HAAAAN!

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