Eu sou enrolão que não acaba mais

Bolas de poeira e teias de aranha. Só isso que tivemos por aqui nos últimos dias. Depois de passar domingo, segunda e terça em branco, o Filhos da PUC renasce das cinzas hoje. Aliás, como já passou da meia-noite, humildemente acrescento quarta-feira como outro dia em branco.

Não vim colocar o dedo na cara de ninguém, não é meu dever acusar. Nem tenho quem ou o que acusar. Na verdade, eu até entendo. Feriado, viagens, provas por vir.

(Falando em feriado, bem que dia 11 de maio podia ter virado um, não interessa se não seria religiosamente correto, eu não quero ir pra aula. Aaah, feriado do dia 11 de maio, só de pensar dá água na boca.)

Voltando…

Tem dias que não sai nada. Eu penso, você pensa, nós pensamos, mas não tem como criar nada.

O quão ruim é não ter nada para falar?

Eu arrisco que é muito ruim. Frustrante. Sensação de impotência.

Mas será que não saber o que falar pode dar um texto decente sobre isso?

Sabe quando você está cantando uma música, mas esquece a letra e fica resmungando palavras aleatórias em cima da melodia? Ou mesmo dizendo, no ritmo, “esqueci a letra da música, e não consigo lembrar, não sei o que dizer, isso aqui é ruim demais” ou coisa do tipo?

Seria muito cara de pau eu ficar aqui no blog repetindo que não tenho nada para dizer, nada para ouvir, nada para ver, nada para sentir, nada para comer, nada para dormir?

Nada para dormir?

Deixa para lá.

Tem uma música do Strokes, chamada Ask Me Anything, na qual eles são caras-de-pau o suficiente para colocar esse tipo de coisa no refrão. Aliás, o refrão é apenas uma frase repetida 8 vezes. I’ve got nothing to say – “Eu não tenho nada para falar”. Na verdade, seria “Eu tenho nada para falar”, mas ninguém fala assim de verdade.

Resumindo, eles alternam o I’ve got nothing to say com entonações e ritmos diferentes até cansar. Não é o desejo mais profundo de todos os “cantores de chuveiro”: poder cantar isso como se realmente fosse parte da música cuja letra você esqueceu? O que tem de possivelmente patético, essa jogada dos Strokes tem de absurdamente genial.

Vou copiar.

Eu não tenho nada para falar. Não tenho nada pra falá. Naum tenhu nada p fala. Para falar eu não tenho nada. Falar nada tenho eu para. Eu não tenho nada, eu não tenho nada pra falar! Eunãotenhonadaprafalar! Cara, eu não tenho nada pra falar. Não apresento qualquer palavra para desferir. Mesmo se eu quisesse, com todas as minhas forças, tentar encontrar algum resquício de vida dentro de meu corpo oco, só tiro o vazio de uma mente frustrada, encarcerado em um sentimento de solidão irreparável, e assim, externo que realmente não tenho para falar.

Enrolei bem? Falaí. Ou não tem nada pra falar também?

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