Da doença e das bizarrices (II)

Da doença

Agradeço a todos os nossos leitores que mandaram e-mails, scraps e até telefonaram desejando melhoras. Estão todos no meu coração. Para felicidade geral, estou 100%.

Das bizarrices

A exposição das bizarrices deste blog foi um sucesso, e devido ao alto número de comentários positivos, as pessoas tomaram nosso partido e resolveram pesquisar coisas mais bizarras ainda. O “Blog Stats” bombou essa semana! Fico impressionado como existem desocupados nesse mundo; pior que desocupado, é ser desocupado e burro, porque, estando sem nada para fazer, pesquisa coisas idiotas e coisas bizarras no Google. Mas não só de idiotas vive o nossa contador de palavras-chaves. Vive também de pesquisas toscas que milaborantemente acabam dando no Filhos da PUC; e vive de pesquisas até interessantes, mas que se frustram ao encontrar palavras soltas nesse querido blog. E tem até, surpresa!, pesquisas relacionadas à textos do blog: como diria Araribóia, é o Filhos da PUC repercutindo na sociedade.

O assassino sul-coreano Cho Seung-Hui anda em alta por aqui. Depois de matar friamente 32 estudantes da Virginia Tech University e mandar vários vídeos e imagens mostrando o quão maluco ele era, resolveu nos assombrar, reles mortais e filhos da PUC. Ontem, foi o dia de pesquisarem sobre a “obra literária de cho seung-hui”: fiquei me perguntando qual era a obra literária dele e logo cheguei à conclusão de que já estão classificando como “obra literária” as 1800 palavra de ódio que ele redigiu à sociedade americana. Dan Brown que se cuide. Hoje, chegaram ao blog depois de pesquisarem simplesmente “Cho Seung-hui palavras tradução”. Esse foi mais low profile – e menos exagerado – e deu a devida importância ao texto do sul-coreano: palavras. Menos mal. Mas não custa nada um curso na Cultura pra aprender o inglês básico, hein? Até porque, quão difícil pode ser o inglês macarrônico de um asiático? Fala sério.

Por causa da forte demanda, a diretoria do Filhos da PUC estuda abrir um setor especial para responder Perguntas Freqüentemente Perguntadas (do inglês, FAQ – Frequently Asked Questions). Em apenas um dia, dois internautas chegaram aqui com dúvidas pertinentes e, graças a nossa incapacidade de dar as informações necessárias, foram procurar resposta em outra freguesia. Primeiro, foi um camarada querendo saber “como treinar um garçom”, provavelmente gerente de algum boteco que recebeu inúmeras reclamações dos garçons. “Calma, paciência e um senso de humor que não passa dos limites” é uma boa resposta. Ah, e manda ele saber equilibrar sete chopes e uma porção de batatas com bacon numa bandeja de circunferência limitada . Depois, algum doente queria saber “pra que serve o targifor C”. Essa eu respondo: pra dar vitamina… C e te ajudar a ficar bom dessa maldita gripe que você deve ter pego de algum conhecido meu. Outro ainda veio saber informações sobre “paintball ilha do governador”. Esse eu desconhecia e não tive nem curiosidade de tirar minha dúvida. Ir até a Ilha do Governador jogar paintball é fim de carreira.

O texto sobre as brincadeiras de bar deu o que pesquisar. Por três dias, alguém pesquisou diretamente por “brincadeiras de bar” ou “brincadeiras para mesa de bar” e chegou ao Filhos da PUC. Estamos virando referência? Um mais informal e discreto pesquisou “brincadeiras para reunião de jovens” – igualmente válido. Também, mais de uma vez, pesquisaram: “brincadeiras africanas” e chegaram até aqui. Professores de ensino médio Brasil afora: se seu aluno vier com fontes seguras de que a Botswana é país-natal de uma famosa brincadeira de bar, duvide e confira esse tal blog que o aluno tanto cita. Se você professor leu isso aqui, comemore comigo: “oba! mais um visitante!”. E ainda conseguiu desmentir seu aluno, duplo motivo pra comemorar. E você, outro professor que veio aqui conferir sobre “brincadeiras de origem americana”, junte-se aos bons.

Não posso deixar de dar meus pêsames ao (possivelmente) pernambucano que chegou ao nosso blog depois de pesquisar “como posso marcar um teste no Sport Club”. Digo “possivelmente pernambucano” pois o tal “Spot Club” deve ser o glorioso leão Sport Club do Recife. E dou meus pêsames pois fiquei com pena da tamanha súplica encontrada nessa pesquisa. Imagino o paraíba (com todo respeito) praticamente ajoelhado na caatinga (respeite a vegetação alheia), implorando ao Google que lhe dissesse como marcar um teste no Sport Club. Rezei por ele a semana inteira torcendo para que ele conseguisse seu bendito teste; acho que conseguiu, porque nunca mais voltou ao blog.

Encontrei algumas bizarrices bem bizarras nessa semana também. Coisas desconexas que levaram ao nosso glorioso blog que nos fazem até repensar o que está sendo escrito aqui. “Quantos filhos teve DÃO DINIS”, assim mesmo, em caixa alta em Dão Dinis. Aliás, que porra é essa de Dão Dinis? Dão? DÃO? Não me interessa quantos filhos ele teve. E se ele é “Dão”, ele pode ter filhos?

Se alguém em sã consciência pesquisou a esquizofrênica frase “resumo mas vídeo do clássico manchester” e pensou em encontrar resultado plausível, só pode ser demente. Também teve a célebre “o atleta tem a vida totalmente saudável”. Que tipo de gente vai procurar isso no Google? É tédio? Burrice? E a preguiça de escrever alguma frase que faça o menor dos sentidos, ficou onde? Estampada na cara dele, né, só se for. Meu deus, é absurdo só de ler: “o atleta tem a vida totalmente saudável” – ele ainda fica afirmando isso! Se eu soubesse pelo menos que atleta é esse…

Filhos da PUC também é cultura, ou você duvida? O nosso talentoso escritor, Americano, escreveu sobre a cidade de Búzios, e ajudou alguém que queria saber sobre a “emancipação de Búzios”. Mesma sorte não teve outro internauta que pesquisou “colônia pescadores copacabana história”, porque nenhum dos três filhos da PUC sequer demonstraram qualquer interesse pela história da colônia de pescadores em Copacabana. Graças a Deus, eu diria. Porém, de história esportiva nós temos o suficiente pra dar e vender. Depois de pesquisar “brasil 76 a 0 timor leste futsal vídeo”, nosso fã de esporte ficou sem o vídeo, mas teve um belo texto sobre o azar de ser goleiro contra um bom ataque.

omo disse anteriormente, o Filhos da PUC repercute, acontece o boca à boca e as pessoas querem ler nossos textos. Porém, as pessoas são esquecidas e nunca sabem o endereço certo e mandam o outro pesquisar no Google pra achar. “Aí, pesquisa sobre jogadores de futebol e personagens do cinema, acho que chega lá”: “jogadores de futebol, personagens” – bingo!, eu mesmo que escrevi sobre isso. Ou “sabe aquela música do Reginaldo Rossi? Então, pesquisa a parte do garçom e mesa de bar que você acha”: “garçom aqui nessa mesa de bar” e “aqui nesta mesa de bar” – ambos “nessa” e “nesta” funcionaram. Tem também o “ah, acho que é filhos da PUC, mas não sei se são mais de um escrevendo”: “os filho da PUC” mostra a sabedoria dos que esquecem a concordância na casa da vó mas ainda encontram nosso amado blog.

Termino com as palavras dos nossos próprios “leitores do acaso” que chegaram até aqui pesquisando, literalmente, nada mais que a matéria-prima desse texto: primeiro foi “bizarrices”, depois “bizarrices google” e “Pesquisar bizarrices” e, pra completar, “besteiras interessantes”. Admito, esse texto todo aqui só teve besteira, mas que é interessante, bizarro e divertido, ninguém pode negar. E, por isso, solicito, peço, convoco!, imploro, ajoelho: continuem pesquisando bizarrices que aqui vocês as terão de sobra.

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