ProCria

O nível de qualidade do blog está ficando cada vez mais alto. É incrível como mesmo sem ISO9001 podemos ser tão bons, tão influentes e tão modestos numa mesma tacada.

 

Ultimamente tenho escrito sobre pleicitude e coisas supostamente descontraídas porque não sou do tipo de pessoa que gosta de falar sério. Fujo dos temas relevantes com piadinhas de mau gosto. Mas senti-me compelido a analisar os recentes acontecimentos em minha terra natal. Espero que isso esclareça alguma coisa para os nossos nove leitores (inclusive a pessoa que quer fazer um teste no Sport Club – Deus queira que ele tenha achado a resposta para sua pergunta).

Para que não fiquemos na resposta óbvia: todos os americanos são idiotas e por isso fatos dessa gravidade ocorrem, o http://www.fdpuc.wordpress.com foi buscar as palavras de um especialista. O psicólogo e sociólogo Charles Manson estuda o comportamento dos considerados psicóticos há 40 anos e decidiu contribuir com uma análise profunda e imparcial do ocorrido: “isso é coisa de gente rica que não tem o que fazer”, explica ele.

Eu, pessoalmente, me identifico mais com a explicação do doutor. Em um país que não tem miséria, não tem pobreza, não tem preocupações de gravidade sub-desenvolvida tem que se achar coisas com o que se incomodar. Daí vem a obesidade, o estresse, a depressão, a matança generalizada de pessoas inocentes e o suicídio. Estão todos interligados. Se nós, estado-unidenses, tivéssemos favelas, policiais corruptos e preocupações mais relevantes, essas matanças e os suicídios não aconteceriam.

É por isso que, um seleto grupo de pessoas – integrantes do Programa de Criação de Preocupações para os norte-americanos Despreocupados (ProCria) -, é escolhido para levar essa questão ao público e, dessa forma, criar incômodos relevantes para os norte-americanos. Algumas vezes isso não dá muito certo e 32 vidas são jogadas fora de forma estúpida!

 

Estúpido (do Lat. Stupidu)

adj. e s. m.,

 

falta de inteligência, de juízo ou discernimento;

que está sob a impressão de estupor;

atônito;

 

ant.,

entorpecido, insensível.

 

Preciso continuar? Cho Seung-Hui se encaixa perfeitamente nessa adjetivação (aliás, futuros jornalistas, não adjetivem seus textos. É muito feio!).

De fato, a única saída para uma pessoa sem amigos, depressiva, que joga basquete e persegue mulheres nas horas vagas é comprar uma arma e matar 32 pessoas. Não é muito mais lógico procurar amigos, conversar com alguém ou bater punheta! Voltamos à análise do doutor Manson: “americanos são muito desenvolvidos economicamente para procurarem amigos. Além disso, eles não têm o hábito de conversar. O que é bater punheta?”.

 

Alguns podem dizer que o ensandecido não era americano. Mas o fato é que perante a lei dos EUA – e à Psicologia – uma vez com green card, o indivíduo é americano e está passível às análises como parte integrante da sociedade estado-unidense.

Perguntado sobre a solução para essa equação complicada de falhas em programas públicos, Charles Manson respondeu: “as palavras do presidente Bush são sempre reconfortantes. A comparação Dele de que o atentado é semelhante à invasão de um santuário fez todas as famílias das vítimas esquecerem a dor e continuarem suas vidas. Isso já é um começo.

“Aliada aos comentários do Presidente, a melhor saída seria incentivar um programa de amigos imaginários para os americanos, já que eles não conversam e não socializam de forma satisfatória entre si. Dessa maneira eles poderiam treinar com seres ficcionais antes de interagirem uns com os outros, facilitando a formação de laços de amizade e acabando, conseqüentemente, paulatinamente, com o ProCria.

“No entanto temos que continuar investindo na conscientização da população norte-americana. É necessário deixar claro para todos que existem pessoas em condições de vida muito piores do que as delas. E que essas pessoas, por mais que tenham motivos, não saem por aí se matando a esmo.

“Depois de 40 anos estudando o comportamento humano, eu acho que a melhor solução, definitivamente, seria acabar com o ProCria. Mas em tempos  como os de hoje, o presidente Bush precisa angariar votos para o partido republicano, o eixo do mal está batendo à nossa porta e problemas internos, menos importantes, acabam sendo deixados de lado.

“Apesar disso, se formos continuar com o programa da matança é preciso que o grupo de conscientização – do qual fazia parte o sul-coreano ensandecido – seja mais bem treinado e que haja um rigor maior na seleção dos integrantes dessa tropa de elite. Vidas não podem ser jogadas fora estupidamente como ocorreu na segunda-feira, em Columbine, com os Amish, e praticamente toda semana nos EUA”.

 
Observação do autor: “será que o programa realmente funciona?”

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