A verdade do processo criacional

A elaboração de um personagem ficcional é algo que exige criatividade excessiva do autor e paciência demasiada do leitor. A começar pela parte mais divertida: a definição de um objetivo e um público alvo para o texto.

Temas que a princípio parecem inúteis, uma meta e um alvo são de extrema importância para a consagração da idéia que você quer transmitir através de sua obra literária. É partindo desses pré-requisitos que best-sellers – que visam meramente o entretenimento – são escritos. Stephen King, um autor que escreve por amor à literatura, faz essas pesquisas antes de iniciar seus livros, uma demonstração do grande valor desse processo inicial.

A criação de um elemento ficticiamente físico é longo demais para valer a pena. O leitor acaba perdendo a empolgação e o autor tem muito trabalho. Analisemos a escolha de um nome; não pode ser um nome qualquer. Tem que haver alguma relação com a história. A grafia precisa ser correta. A sonoridade necessita ser marcante. E ao mesmo tempo a graça precisa ser familiar a todos que estejam lendo a estória. É por isso que um nome perfeito para qualquer relato seria: Playson (Pleizon).

Decididos o nome, o objetivo e o público alvo, há de se considerar o valor de profundidade da obra. Vai querer dar um sobrenome ao personagem? Você quer que os leitores se envolvam com a história ou quer que seja algo mais superficial, mais suave? Se a resposta inicial for sim, deve-se seguir as mesmas guidelines do nome de batismo. Por conseguinte, o sobrenome perfeito seria: de Oliveira Ford-Diamond.

Se chegou até aí e ainda não desistiu, meus parabéns, você será o próximo Paulo Coelho – antes dele ficar chato (ele já foi divertido?). Agora pense se quer continuar mesmo…gostos, família, amigos, cidade natal, escolaridade, profissão, são temas que precisam estar presentes se o seu querido ser ficticiamente físico tiver um sobrenome. Novamente, muito trabalho.

É cansativo para o autor ter que exercitar os neurônios comunicadores dele para fabricar um background criativo para Playson. É uma atividade intelectual muito ativa explicar que o menino tem, hoje, 21 anos, nasceu num dia chuvoso na Casa de Saúde São José (porque “Todo mundo nasceu lá”). Dá mais trabalho ainda explicar que seus pais são separados, ambos trabalharam na indústria tabagista de fármacos e que ele mora no Rio de Janeiro, mais precisamente em Ipanema.

Como todo menino playsson do Rio, Playson gosta de paintball, kart, golf, blues, jazz e skimboard. Ele está começando a faculdade de Origami na Universidade Estácio de Sá porque tirou os três anos depois que se formou no CEL para conhecer o interior do estado onde nasceu, mais precisamente Trindade, na Costa Verde. Seus 6 amigos mais íntimos de colégio, os 5 da faculdade e sua namorada são os “bens mais preciosos em sua vida”. Apesar disso, ele diz viver “par mulé”.

A realidade da criação ficcional é muito complicada, cansativa, exaustiva, repetitiva, entediante e monótona. A verdade é que ela não prende a atenção do autor, muito menos a do leitor. Felizmente para todos, existem escritores muito bem dotados que sabem mais ou menos o que fazem e, por amor, contribuem com a cultura geral dos 7 bilhões de habitantes desse planeta.

2 Respostas to “A verdade do processo criacional”

  1. steufa Says:

    frase deslocacada no final

  2. Castello Says:

    estamos aguardando ansiosamente pelas desventuras de Playson, afinal, saindo de uma mente tão criativa quanto a sua (alerta péla-saco) e palavras tão sabiamente escritas (alerta puxa-saco), deve ser coisa boa!

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