Com a palavra, o americano mais carioca de todos.

Posts absurdos, momento descontração:

A defesa dos “musicalmente incultos”

A crítica construtiva que te fará entender o porquê…

Músicas em que o eu-lírico diz que tem “um beque pra depois, pra brindar o infinito” ou “leva a biatch pro canto, amigo; e chupa ela lá” não são muito comuns. Rimas esdrúxulas e uma realidade, que realidade?, comprometida com situações, que situações?, só podem ser de dibob, forfun ou armandinho.

Imagino que um crítico especializado não gostaria de ouvir que o namorado dele é um cuzão. Mas é por isso que essas bandas são “underground”, é por isso que elas não tocam no rádio e se mantêm longe da crítica especializada. Os únicos “críticos” que as ouvem são aqueles que fazem parte da realidade retratada nas letras.

A verdade é que essas músicas mostram o dia-a-dia de quem as escreve e essas pessoas são comprometidas com interesses adolescentes e parciais. É a realidade das pessoas de classe média e média alta do Rio de Janeiro e as suas influências. Talvez seja por isso que a maioria diz que não gosta dessas bandas. Uma forma de dizer que tem cultura.

É muito mais fácil falar que a parada é uma merda (“Ahhh, moleque, você gosta de forfun?”). Mas tenha em mente que os elogios não são às letras. Elas vêm de bônus com a melodia. A bateria, a guitarra, o baixo e a guitarra são rock desde que me lembro. Um estilo de música que muitos gostam. A combinação do barulho, os instrumentos em união é que agrada. Quando o grunge, o punk e o próprio rock ‘n roll surgiram, eles retratavam o cotidiano e a rotina de quem os tocava. E com as “bandinhas” não é diferente. O diferente agora é concordar que gosto é que nem bunda, e se passar a mão o pau come.

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Castello, por americano:

Cinema da vida real

Rio de Janeiro, Casa de Saúde São José, meia noite e cinco do dia 12 de fevereiro de 1988. Nasce, com uma câmera filmadora na mão direita, Castello Branco.

Ex-aluno da OLM, escola americana de Botafogo, o menino com nome de general decidiu se inscrever na PUC-Rio, mesmo após ter sido aprovado para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fluente na língua da Meca do cinema internacional, a promessa cinematográfica brasileira já assina cinco filmes em seu currículo: A colina, Sob o efeito da ira, Lá embaixo na cozinha, A vida dura de um pombo branco e Um certo adeus. Ao contrário de seu xará militar, quieto e paciente, Castello sonha em ser um grande diretor de cinema e já prepara o caminho com diversos projetos.

Enquanto sua hora de Apichatpong “Joe” Weerasethakul não chega, Castello escreve e edita, em colaboração com seus amigos, o blog fdpuc.wordpress.com. “É só para passar o tempo”, afirma o futuro John Ford do cinema tupiniquim.

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