Profissão

6 Fevereiro, 2008 por fdpuc

Há de se compreender que, com quase um quinto de século de vida, um aspirante a repórter necessita de uma capacidade vocabular que lhe garanta uma escrita que renda certa profundidade aos seus textos.

O mais complicado disso tudo é não se iludir com os eventos e os personagens que se cobre. E porra, para um escraviário com menos de 20 anos, isso é uma tarefa bastante difícil.

Cifrar as novidades, mesmo que você queira divulgar tudo que está na sua cabeça, é outro exercício de auto-controle!

A conclusão que se tira: trabalha-se muito para ter uma recompensa ínfima e breve – mesmo que ela lhe proporcione todo o orgulho do mundo. Rumo ao kitnet no centro com fumaça de cigarro e garrafas de bebida barata rolando pelo chão, eu serei um jornalista!

Preguiça

4 Janeiro, 2008 por fdpuc

reticências (do Latim reticentia):

s.f.,

    omissão intencional de uma coisa que se devia ou podia dizer;

Ret.,

    figura pela qual o orador se interrompe antes de haver exprimido completamente o seu pensamento, mas deixando perceber o que não chegou a dizer;

    pontos sucessivos que na escrita indicam aquela omissão.

Nota do autor: “Esse blog é do …”

Um resumo da mediocridade

20 Dezembro, 2007 por fdpuc

Vim ao mundo de parto normal, no meio do mês de junho com o meu destino todo traçado. O nome que herdei de meus antepassados ibéricos parecia resumir meu futuro. Fiquei conhecido como Felipe Mezzo. Tudo sempre foi intermediário na história da minha família. Meu trisavô era o filho bastardo do duque do Vale D’aosta com a segunda de três amantes. A família acabou vindo para o Brasil e se estabelecendo no Rio de Janeiro em 1930. Cinqüenta anos depois, eu nasci. Éramos uma família de classe média média. Não éramos ricos, mas tínhamos certa condição financeira – na média dos brasileiros.

            Apesar dos planos que pareciam estar traçados para mim, acabei me destacando na juventude. Eu não era o mais inteligente, nem o melhor jogador de futebol, muito menos o que tinha todos os amigos e muitas namoradas. Nas palavras de Tia Clara, professora da Classe de Alfabetização, em sua avaliação de final de ano:

“Felipe se distingue por seu desempenho escolar. Seu comportamento é sereno em sala de aula e ativo durante os recreios. Não há dúvidas de que o futebol com os colegas é sua atividade predileta, mas isso não o limita dentro de sala de aula. Sua conduta lhe rende amizades e duas namoradas. Tenho orgulho de dizer que ele é um dos mais queridos pelas professoras!”

            Como meu pai era militar, os membros da família Mezzo se viam obrigados a mudar constantemente. Em treze anos de colégio, troquei de escola sete vezes. De certa forma foi bom, porque a cada novo lugar havia um novo Felipe. Era possível corrigir os erros da cidade anterior e cometer novos equívocos.

            Mantive-me fiel à avaliação de Tia Clara. Fui sempre aquele aluno que não causa problemas, tem seu grupo de amigos, é simpático e tranqüilo. O futebol continuou sendo minha grande paixão e fiquei decepcionado quando me convenci de que não faria daquilo a minha carreira profissional.

            Por eliminação acabei me matriculando na Faculdade de Letras da Universidade do Brasil. Resolvi que ia virar escritor, mas nunca tive paciência para criar um perfil psicológico de personagens. Minha habilidade para textos ficou apenas na leitura das grandes obras e dos clássicos da literatura mundial.

            Contente com a minha condição de estudioso, dava aula e fazia pesquisa. O futebol de final de semana era uma constante com os amigos e as mulheres iam e vinham. Parecia que apesar do atalho da juventude, quando saí do trajeto da mediocridade, havia voltado para a mesma estrada. Não havia mais desafios.

            Em mais um dia de rotina, eu estava a caminho do trabalho quando algo me bateu. Era um sinal, uma mensagem que vinha dos céus em forma de defeco de pombo. A indignação que aquilo me causou foi descomunal. Foi a gota de urina. Como é possível uma ave que não é nativa de meu país ter a ousadia de cagar em cima de mim! Jamais!

            Parti para a busca de novos desafios. Fiz uma lista com aqueles clichês que as pessoas consideram radicalizar. Eu já havia feito tudo e nada daquilo tinha me instigado. Nesse mundo faltavam desafios que me tirassem do sério, que me compelissem a continuar. Aos 27 anos de idade, não conseguia fugir do caminho traçado para mim.

Eu estava decidido a surpreender. Minha última atitude fugiria de tudo aquilo que estava escrito e decidido. Eu ia acabar com a linhagem de mediocridade dos Mezzo. E acabei. O último herdeiro bastardo está morto.  Num intervalo da minha ansiedade  para formular um plano que saisse do comum, almoçando com amigos, engasguei em uma ervilha e surpreendi a todos com uma morte pouco característica que rendeu meus quinze minutos de fama!

What-ever

3 Dezembro, 2007 por fdpuc

O meu carro chefe são os textos emocionais ou engraçados. Mas, infelizmente, dessa vez não há nada de cômico. O que segue é um pedaço do meu coração cerebral, se é que isso existe. Então, por favor, seja gentil.

Uma segunda observação: as atualizações tardam mas não falham.

Segue:

“Nós não temos música, tampouco palavras. Mas temos juras de amizade eterna!”.

Palavras são um conjunto de sons articulados com um significado. Uma significação que remete a uma imagem mental. O problema é que sem memória, essa imagem não existe e a palavra não marca. Será que sem palavras formaríamos a imagem que o outro deseja? E será que sem imagem haveriam palavras e memória? Enfim…

O meu maior medo é que uma amizade não gere memória. Amizade é um laço cordial de amor ou afeição entre dois ou mais seres. Esse laço, por mais simples que seja, tende a causar uma imagem mental. Essa “fotografia”, para mim, é mantida eternamente no álbum da memória e se torna a minha jura de amizade eterna.

Os amigos são cruciais para todos os momentos da vida. Eles estão ali para cumprir um papel, para desempenhar uma função. Para compartilhar vitórias e derrotas, perdas e ganhos. Mas o que eu entendi apenas nesse momento é que a proximidade nem sempre é eterna. As pessoas têm uma importância relativa.

Se as pessoas “desaparecem” é porque o objetivo daquele relacionamento já foi cumprido. Mas não necessariamente porque elas continuam na sua vida ainda há metas a serem atingidas. Fazer sentido de algo inexplicável é demasiado complicado.

A verdade é que, apesar das desavenças, queria dizer que todos vocês têm uma imagem mental muito bem definida na minha cabeça. E eu posso apenas torcer para que, ao ler esse texto, vocês tenham a mesma reação que eu estou tendo ao escrevê-lo.

Muito obrigado por agüentar até aqui,

americano.

Canal 100 x São Paulo

12 Novembro, 2007 por fdpuc

O São Paulo não combina com o Canal 100. Isso, digo na lata, sem rodeios. Direto ao ponto. O campeão brasileiro de 2007 não se sairia bem nas câmeras do Canal 100.

Explico.

O Canal 100 ficou marcado pelo modo inovador que registrou partidas de futebol. Diferente de tudo que se fazia na época em que existiu (1958 – 1986); e diferente de tudo que foi inventado até hoje.

A câmera era na altura dos jogadores, como se o espectador estivesse na geral. Mas era melhor que a geral, porque onde a bola fosse a câmera ia atrás. Não só isso, o Canal 100 exibia todos os lances em câmera lenta. O futebol se transformava em espetáculo, em obra de arte.

Vendo os filmes do Canal 100, tem-se a impressão de que o tempo passa diferente. Os cinegrafistas e editores dilataram o tempo até criar uma nova cadeia espaço-temporal especial pro torcedor, agora na sala de cinema. O Canal 100 focava o detalhe, dava tempo aos jogadores, olhava de perto a dúvida do passe, a preparação do drible. A câmera lenta mostrava cada segundo da angústia do goleiro frente à bola, focava o pé do armador no momento do passe. Uma simples jogada era a ocasião mais importante do dia.

 

 

A magia do “futebol Canal 100″

O futebol era um grande baile de artistas, cheios de paixão e de criatividade, passíveis de hesitação, expostos ao erro, mas, é claro, brindados com uma brilhante jogada e um golaço.

O São Paulo Futebol Clube não tem nada disso. O futebol do clube paulista é mecânico, duro, enrijecido. Muricy Ramalho não quer um espetáculo, ele quer o resultado, oras, a vitória acima de qualquer coisa. Em vez de paixão, há pura e simples dedicação. O talento não ocupa nem 10%, é cem por cento transpiração. Não é isso, afinal, o que importa? Ganhar, ganhar, ganhar.

A “eficiência burocrática” do São Paulo

 

A “eficiência burocrática” são-paulina

Não pro Canal 100. Não pro craque, pra centelha de inspiração que pode acender a qualquer momento. O Canal 100 talvez não se importe com o resultado, tanto que em muitos de seus cinejornais não havia imagens de todos os gols da partida. O futebol estava em um plano muito mais alto do que a engenhoca de muricys, parreiras e afins.

O São Paulo é um time muito perfeito para o Canal 100. O jogador sabe pra onde tocar antes de pegar na bola, e efetua a jogada como quem anda pra frente, sem pensar. Robôs presos a esquemas táticos.

O Canal 100 não buscava o futebol imperfeito, mas o futebol verdadeiro, apaixonado e apaixonante.

Como o São Paulo, muitos outros. E se o exemplo do “futebol vencedor” prevalecer, o Canal 100 continuará sem poder desfraldar suas lentes. Talvez seja melhor assim, pois não merece registrar em suas grandiosas lentes o futebol morto dos dias de hoje.

Radinho de pilha

11 Novembro, 2007 por fdpuc

11 de novembro de 2007. Flamengo x Santos. Estádio Jornalista Mário Filho.

Cabelos brancos, barba grande, óculos fundo:

– Ninguém hoje mais tem radinho, né…

Cabelo branco curto, pele marcada do tempo, levanta devagar os ombros como dissesse:

– É, outros tempos.

 

O radinho ficou marcado. Cena comum era um torcedor aflito com um rádio de pilha, coitado!, espremido contra a orelha, se esforçando para fazer com que a voz do locutor ficasse mais forte que a massa cantando em volta.

A torcida ainda faz festa. O rádio que não vem mais pra acompanhar.

São poucos os assíduos ouvintes que ainda carregam ao Maracanã o antes indispensável aparelho. De vez em quando, se vê um “velho com radinho”. Poucos, pouquíssimos. No Maracanã, ficam sentados sozinhos. Sozinhos, aliás, pra quem vê. Um “velho do radinho” nunca está só – a companhia é a voz presente no AM ou FM.

Segue a tradição. O velhinho chega ao Maracanã, senta no lugar de sempre, sintoniza na estação preferida e espera o locutor soltar seus bordões na voz já eternizada pelo alto-falante do radinho.

Quando avistados, passam a ser ponto de referência nas arquibancadas.

Se o juiz não dá o pênalti, todos em volta perguntam ao velhinho “o que o rádio falou?”. Se o impedimento é duvidoso, emendam direto, “foi ou não foi?”. Se um jogador corre pra entrar em campo, não hesitam: “quem sai?”.

O radinho de pilha sabe. O rádio sempre sabe antes do torcedor. E se o rádio sabe, o “velhinho do rádio” também sabe.

Em tempos de vinte câmeras em campo, pay-per-view, replay e câmera lenta, o fanático no estádio ainda pode recorrer ao bom e velho aparelho radiofônico. Suas ondas vêem o lance de perto, entendem primeiro, dizem antes.

A realidade é, como constataram os senhores saudosos do jogo de hoje, o sumiço dos radinhos. As pilhas foram trocadas. Mesmo eles, antigos donos de um surrado e quadrado radinho de pilha, hoje já não levam ao estádio os antigos companheiros.

Certas coisas mudam. Mas marcam gerações. E ficam na memória, de quando o futebol era drible, o lançamento, a triangulação, o canto da torcida e o chiado do radinho de pilha.

Sardinhas em lata S/A

9 Novembro, 2007 por fdpuc

É um absurdo! Toda manhã, principalmente às segundas-feiras e nos dias chuvosos, a barca sentido Niterói Rio fica um inferno. Filas enormes para passar da roleta de entrada. E quando abre o portão para os passageiros irem em direção a embarcação parece uma procissão, passos apertados e corpos espremidos.

O absurdo é que a empresa BARCAS.S/A, que tema concessão do governo do estado para fazer o transporte do trajeto, e investe pouco para o conforto dos passageiros, comparado ao lucro no fim do mês. Não sei quantas mil pessoas passam por ali, mas todos merecem um mínimo de qualidade na travessia. Sem contar que as barcas novas são disputadas pela maioria dos usuários, porque as antigas são peças de museus. É mais rápido atravessar de caiaque.

Deveria haver um aumento no número de embarcações nos horários de pico – maior que já há. A população que usa o transporte diariamente sofre com os apertões e os sacolejos na chegada. Esse drama é vivido na ida. Na volta creio que também há, mas um pouco menor, porque a população se divide um pouco pelo menos.

Para ilustrar e confirmar o aperto dos passageiros:

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Pequenos inspiradores

8 Novembro, 2007 por fdpuc

Os grandes comediantes são exemplos do poder da criatividade. São demonstrações de como a inteligência e sagacidade podem conquistar espaço na mídia e fazer fortuna. Borat – e Ali G. –, Agamenon Mendes Pedrosa e, mais refinadamente, Luis Fernando Veríssimo são ídolos do aspirante a engraçadinho. Eles são verdadeiros ícones da graça e devem ser seguidos.

Mas mesmo assim, são os pequenos engraçados que servem de inspiração e de apoio nas horas de bloqueio. Os anônimos da internet que fornecem hilariantes horas de riso são essenciais para o processo criativo. E nesse século XXI, o iutubill é um meio de expressar essa inventividade.

As seguintes pérolas (americanizadas) são clássicos que vieram do site funnyjunk.com

 

Cientistas e o invólucro da simpatia

2 Novembro, 2007 por fdpuc

A simpatia do ser humano é produto da manutenção do estado do invólucro. Da mesma forma como o coração dita as regras das relações afetivas – amor –, e é partido quando os sentimentos não são correspondidos, o rompimento do invólucro caracteriza o mau humor.

Vocês, cientistas de meia tigela, tentam comprovar, a partir de estudos, que estou errado. Afirmam que é o célebro (sic) que controla as emoções, mas eu digo que é o invólucro. E ganho! Pela última vez tentarei explicar as minhas idéias, fundamentadas em diversos conceitos que já são considerados incontestáveis:Cientistas e o invólucro da simpatia

Muito parecido com um envelope – até na sonoridade –, o invólucro da simpatia é uma aura transparente que circunda o corpo do ser humano. Sua espessura varia de pessoa para pessoa e sofre influências genéticas. Ou seja, se os pais de uma criança têm um invólucro superficial e fino, é muito provável que mais tarde o jovem apresente pouca paciência e bastante grosseria.

No passado, pouco se podia fazer por uma pessoa que sofresse por causa da finura do revestimento simpático. No entanto, com o passar dos anos e com a consolidação da magia na sociedade contemporânea, já há uma solução. A ajuda de um mago moderno (que não seja o Paulo Coelho) pode trabalhar o invólucro e aumentar sua densidade e sua espessura. A ajuda desse feiticeiro neurótico é feita em diferentes níveis. A hierarquia se dá pelo título concedido ao sacerdote, que passa por: analista, terapeuta, psicólogo e psiquiatra. Dependendo da necessidade do “paciente”, cada especialista pode tratar melhor da falta de força da cobertura simpática do requerente.

Mas o mundo moderno não trouxe apenas benefícios para o invólucro. Os times de futebol, a necessidade de trabalhar e a crescente pressa são os grandes inimigos do revestimento da simpatia. Os riscos de rompimento do invólucro são extremamente grandes! Situações cotidianas, consideradas negativas para o humor da pessoa, tendem a desgastar o envoltório transparente e podem, conseqüentemente, acabar com a simpatia do ser humano.

Para citar alguns exemplos, posso enfatizar a derrota do time do coração, a vitória da equipe que mais se odeia, a pura e simples necessidade de trabalhar e o aumento da pressa que parece atingir as pessoas. (Esse último elemento é o que mais desgasta o meu grosso envoltório de simpatia, porque as lesmas que dirigem nessa cidade parecem estar prontas para morrer a qualquer momento. Já fizeram tudo o que tinham para fazer nessa vida e, por isso, andam tão devagar.)

Algumas profissões exigem a ausência momentânea do invólucro. Caixa de supermercado é uma delas. São raríssimas as atendentes prestativas que lhe desejam bom dia, boa tarde ou boa noite quando chega a sua vez na fila. Como se não bastasse, há ainda a incapacidade de ajudar a ensacar o material fruto das compras – que paga o salário da infeliz (literalmente). E por último a pura inaptidão para distinguir o que é produto de limpeza e o que é produto alimentício, o que faz com que ela coloque a vassoura e o iogurte na mesma sacola.

Isso foi apenas um exemplo. Os cientistas podem afirmar: “mas nem toda caixa é Cientistaassim!”. Concordo plenamente. Algumas são extremamente voluntariosas, mas são poucas. E são exemplares perfeitos de boa genética, que conseguem burlar a exigência dos empregadores e conquistar os clientes.

Enfim, o meu conceito de invólucro da simpatia é amparado por diversos elementos científicos que acabam por invalidar as teorias hipotéticas da pesquisa de que é o cérebro (aprendam, cientistas, porra!) que controla as emoções. Se não fosse por minha boa genética, que garante essa enorme paciência, eu não estaria aqui argumentando com vocês, boçais, e explicando, mais uma vez, a importância de se manter intacto o invólucro da simpatia.

Eu poderia muito bem ter abandonado a minha racionalidade e partido para a agressão física, em vez da diminuição psicológica. E é por pura impossibilidade muscular que eu vou verbalizar meus pensamentos:

Tomem no ânus.

Tu és time de tradição…

31 Outubro, 2007 por fdpuc

Não é por causa do menor de 15 anos que comandou o assalto a um prédio de Laranjeiras ontem, dia 30 de outubro. Isso já virou rotina nesse Rio de Janeiro que, infelizmente, está entregue a Sergio Cabral. O que me chama atenção é a festa que a multidão rubronegra faz com os jogos do Flamengo. Pelo que sei – corrijam-me se estiver errado, companheiros – oito dos dez recordes de público desse Campeonato Brasileiro são do time da Gávea.

A galera lota o Estádio Jornalista Mário Filho como se fosse final de campeonato. Dá um show que só o maior time do Brasil pode proporcionar. Todas as quartas e domingos, eles relembram os tempos áureos de Maracanã. É um 16 de julho de 1950 duas vezes por semana – público: 199.854.

Sem brigas, sem assaltos, futebol aquecido pelos torcedores. É assim que deveria ser sempre. Que a média de público continue assim até o final dos tempos: arrepiando os torcedores de qualquer time!

Obs.: sou botafoguense e odeio o Flamengo. Mas a minha pseudo-neutralidade jornalística pede que certas coisas sejam constatadas!