Arquivo de Agosto, 2007

O Dream Team voltou

27 Agosto, 2007

Depois de 15 anos o ‘Dream Team voltou! Ontem com o termino da primeira fase do torneio Pré-Olímpico de Basquete deu até pra eu sem óculos ver o que a seleção americana vem jogando não é mole. Um time que reúne os melhores jogadores do país. Em uma equipe normal Kobe Bryant, LeBron James e Carmelo Anthony não jogariam juntos, no máximo dois dos três. Mas, um esquema tático diferenciado vem tirando o melhor de cada jogador, formando com Jason Kid e Howard um quinteto fantástico.

Por causa das derrotas nos dois últimos Campeonatos Mundiais e nas Olimpíadas de Atenas, parece que há uma cobrança dos americanos para provar que eles realmente são os melhores do mundo. Nessas competições alguns jogadores da NBA representaram os EUA, mas não eram os melhores. Outro motivo que explica em parte o fracasso norte-americano foi a falta de foco no campeonato. Nos jogos Olímpicos, por exemplo, os atletas trocaram a Vila Olímpica por iate regado a champagne. Resultado: uma equipe de ‘bêbados’.

A partida de domingo contra o Brasil começou de certa forma equilibrada. A seleção brasileira fez os dois primeiros quartos disputados e perdeu por 57×38. Com boas atuações de Alex, Thiago Spliter e Valtinho. Nos dois quartos seguintes o que se viu foi mais um show de basquete americano. Deu a impressão que resolveram jogar só naquela hora. Era uma movimentação frenética, contra-ataques fulminantes e pontes aéreas incríveis. Pra quem gosta de ver basquete foi um programasso. Kobe Bryant deu dois shows: um no ataque e outro na defesa. O MVP anulou o nosso Leandrinho, que marcou só 4 pontos. O craque americano mostrou o quanto está empenhado em mostrar pro mundo que eles são os melhores.

Hoje começou a segunda fase do torneio. As equipes do grupo A jogam contra as equipes do grupo B, levando os resultados da primeira fase. As 4 primeiras equipes se classificarão para as semi finais e os dois finalistas irão para as Olimpíadas de Pequim. Entenderam? Então, só entendi depois de muita explicação do irmão do Bial, no Basquete Mania do Sportv, relaxem.

Como já falei no post do dia 8 de agosto, o Brasil tem muitas chances de se classificar. Mas a irregularidade da equipe brasileira é de assustar. Agora, contra Porto Rico o Brasil está perdendo por 11 pontos, ainda tem muito jogo pela frente, mas é de preocupar.

Amanhã tentarei botar algum flash do jogo de hoje e/ou de amanhã.

 

E o Flamengo hein … o céu é o limite. Te cuida São Paulo.

As minhas 7 Maravilhas!

23 Agosto, 2007

Termina hoje a primeira fase da votação pra escolher as 7 maravilhas do Rio. Embalados pela eleição do Cristo como um dos mais belos monumentos do mundo, a organização preparou uma votação para saber quais são os lugares favoritos dos cariocas.

Já no início da campanha fiz minhas escolhas, que foi muito difícil. Votar em 7 dos 30 lugares é muito difícil. O grupo que escolheu os lugares pré-selecionados é formado por 11 pessoas. Entre elas Marieta Severo, Zeca Pagodinho, Pedro Motta (editor de Cidade do Globo) e Nelson Motta (gênio produtor e compositor de música e escritor).

Amanhã (23 de agosto), 15 belezas serão anunciadas e disputarão o segundo turno. Em escolhas deste tipo sempre há discussão, cada um tem suas preferências e acha um absurdo outra pessoa não concordar. Sei que muitos não terão a mesma opinião que eu, mas ai vão os meus escolhidos. E quem não gostou vai à merda ehehe!

Dividi em 3 grupos.

Os lugares clássicos, admirados há mais de 200 anos e faz sucesso entre 11 de 10 gringos que visitam o Rio:

* Os Arcos da Lapa: construído em 1750 para abastecer a cidade do Rio. No final do século XIX os bondes começaram a circular por cima dos arcos. Com a iluminação é mais bonito ainda. Só a área ao redor merece um pouco mais de cuidado.

* Pão de Açúcar: Localizado na Urca e o local foi onde Estácio de Sá fundou a cidade do Rio em 1565. Um dos mais belos pontos turístico do Brasil. A vista lá de cima é algo indescritível, com uma boa música é melhor ainda: Volta Oi Noites Cariocas!

* Jardim Botânico: Criado por Dom João VI ,em 1808, para aclimatar as plantas trazidas da Índia que o rei de Portugal trouxe para o Brasil. Mesmo tendo ido poucas vezes é muito bonito e é impressionante, quando se quer uma coisa no Brasil é possível. Com uma administração seria um patrimônio público pode ser bem cuidada.

* Maracanã: Construído especialmente para a Copa do Mundo de 1950. O estádio Mario Filho foi carinhosamente apelidado pelos cariocas por causa do rio que passa perto do estádio. Conhecido também pelo apelido de maior do mundo o lugar é um verdadeiro salão de festa rubro-negro.

Outro lugar que escolhi junta beleza natural e muitas atividades para o lazer. Junto com muita gente bonita.

* Búzios: A cidade da Região dos Lagos ficou conhecida mundialmente depois da morte da atriz francesa Brigitte Bardot. A cidade é um lugar perfeito para quem gosta de agitação. Um dia perfeito pra alguém que adora esse estilo de vida: acordar relativamente cedo e curtir uma praia em Geriba, depois um happy hour no Fish Bone na praia; dar uma descansada e ir pra Rua das Pedras, Privelegizinha de ‘leve’! Coisa linda!

Os outros 2 escolhidos por mim tem outro motivo além da inenarrável beleza, o fato de ser na cidade mais agradável de se viver do estado.

* Ponte Rio – Niterói: Construída pelos militares e inaugurada em 1974. A ponte tem 13 km de extensão e 70 metros de altura (no vão central). Uma das maiores do mundo ela tem uma média de 135 mil carros por dia. É uma das maiores invenções do mundo pra quem, assim como eu, tem uma vida no Rio. Seria uma tortura se o cruzamento ainda fosse feito por balsa como antigamente. Ainda tem uma excelente vista no pôr-do-sol.

* Museu de Arte Contemporânea (MAC): Um lindo projeto de Oscar Niemayer localizado perfeitamente fazendo com que todos os pontos do Rio fiquem de pano de fundo. Os traços do projeto lembram um disco voador. As exposições mostram exposições de diversos artistas e tem um belo restaurante embaixo do museu. Um ótimo passeio para todos os cariocas.

As minhas 7 maravilhas!

Essas foram minhas escolhas. Na primeira fase de votação não é mais possível de se votar. O segundo turno será possível eleger as 7 escolhidas. O resultado final será divulgado no dia 23 de setembro. Acredito que as minhas 7 belezas se classificaram entre as 15, e das 7 escolhidas umas 4, 5 estarão lá.

O link: http://oglobo.globo.com/especiais/7maravilhas/inicio.asp

 

Fica o registro que a maior beleza do Rio não está concorrendo – porque é original de São Paulo.

Começou hoje o Pré-Olímpico de Basquete. Brasil x Canadá e EUA x Venezuela. Até segunda, ou domingo eu volto com os resultados e comentários da primeira fase.

 

 

Explicando um conceito: shrinkage

17 Agosto, 2007

Um termo primeiro explorado pelos atores de Seinfeld, shrinkage é um conceito que muitas mulheres não entendem e muitos homens não conhecem por esse nome. Em uma tentativa de popularizar o inusitado e vergonhoso acontecimento, faz-se necessária uma análise mais profunda e, como o título sugere, uma explicação de um conceito ainda não conceituado. 

Em The Hamptons – episódio 21 da quinta temporada de Seinfeld -, George, o gordinho, é flagrado em um evento especial: saindo de um banho gelado após a sauna. Um fato relativamente normal, se não fosse pelo fato de ele estar completamente nu e ter sido visto por Rachel, então namorada de Jerry, o principal. Em um fraquejo da peguete de Seinfeld, ela conta para a mulher de George sobre o pequeno acontecido, causando raiva e dor para o carequinha. 

Isso dito, já é possível imaginar do que estou falando. Eu poderia me aposentar, e finalizar o texto sem muitas explicações. No entanto, algumas divagações se fazem necessárias. Nas próximas linhas a explicação será dada, apesar de eu saber que muitos contraventores me acusarão de um grave defeito. Algo que, para mim, não passa de mau gosto, insensibilidade e apelação por parte dos que invejam o meu rebuscado vocabulário e minha coragem em explorar conceitos ainda não explorados. 

A gíria auto-explicativa nada mais é do que um neologismo. É uma palavra que descreve uma contração muscular involuntária causada pelo músculo cremaster em reação a baixas temperaturas e nervosismo, prevenindo o homem da esterilidade, já que a produção de juniores está intimamente ligada à temperatura de 37ºC. Mas como isso seria algo muito longo para descrever em um momento de pressa para manter sua dignidade intacta, o gordinho simplesmente falou: “it’s shrinkage, I just got out of a cold shower!”. E, mesmo sem saber, George caetaneou uma palavra e definiu algo que incomoda milhares de gerações passadas e muitas gerações futuras.

Agora, contando com a colaboração de nossos 14 leitores, eu espero que a propagação do conceito seja feita de forma mais eficaz, mantendo intacta a dignidade masculina e permeando a consciência feminina para a compreensão sadia de algo que tanto nos aflinge.

A aventura de uma autocrítica

14 Agosto, 2007

Martin Scorsese e eu compartilhamos de alguns gostos musicais e cinematográficos (e talvez alguns gastronômicos) mas não temos nenhum amigo em comum no Orkut.

O baixinho ítalo-americano de sobrancelhas grossas provavelmente nunca ouviu falar de mim e tampouco deve imaginar que um estudante brasileiro de 19 anos esteja postando nesse exato momento em um blog sobre como ele o ensinou a escrever sobre sua primeira experiência com Michelangelo Antonioni.

No dia 08/08, publiquei A minha aventura com Antonioni, no qual narrei o dia em que vi A Aventura pela primeira vez. Contaram pro Scorsese que haviam escrito um texto com essa temática – e que este estava terrivelmente mal-escrito – e ele decidiu, humildemente, mostrar como deve se portar um cinéfilo com ambições literárias ao descrever seus sentimentos frente a um filme.

Quatro dias depois, em 12/08, Martin Scorsese teve seu texto The Man Who Set Film Free publicado em um veículo ligeiramente mais respeitado que o Filhos da PUC – o New York Times.

Ele voltou a 1961, o ano de estréia de L’Avventura, pra fazer uma análise do que sentiu ao assistir pela primeira vez o filme de Antonioni. Contudo, a fez de maneira mais clara e pungente do que eu. Restaram a mim, como comentou precisamente o americano, alguns adjetivos em excesso, que não servem pra nada, apenas pra nariz-de-cerar o texto. É falar, falar, falar e dizer pouca coisa, quase nada.

O comentário do americano já tinha aberto meus olhos e me feito refletir sobre isso, mas o texto do Scorsese foi a razão para eu (re)pensar melhor e escrever uma autocrítica construtiva.

Desde que escrevo para o blog tento chegar a um estilo que seja o mais informal possível dentro de padrões aceitáveis de leitura e compreensão. Há o limite entre o verbal e o escrito, claro, mas floreamentos de linguagem só servem pra mascarar o que se quer dizer, principalmente num blog (ou em textos jornalísticos (há, claro, questões de estilo em editorias ou livros, mas isso é outra história)).  

Esse não é um tema novo. Na verdade, não faço idéia de quantas discussões, quantas mesas-redondas, debates, livros, autores, estudos, teses, etc, já tiveram discutindo isso. Também não faço idéia de quantas vezes eu já li sobre isso, já ouvi falar, já discuti esse assunto, tudo. O pior é que eu sei disso, mas quando começo a escrever às vezes me distraio, me deixo levar pelo caminho mais fácil, não me toco de quão distanciado e enfadonho fica um texto como esse meu último. Criar seu estilo próprio de contar as coisas é muito mais saudável do que contar como todo mundo faz.

Digo isso principalmente a partir do momento no post em que relato o que senti vendo A Aventura. Confesso (sem modéstia) que minha decepção com a fita de Blow-Up é emocionante. Quando, no entanto, chego na parte em que alugo e vejo A Aventura, meu texto poderia ser escrito por qualquer zé-mané, por ter clichês atrás de clichês, sem nada realmente palpável. Não mostro meu estilo, não fui autêntico, espontâneo – fui igual aos outros, igual com minhas falsas palavras e meias-explicações.

Não se pode fugir, claro, desses “clichês”, afinal, são boa parte deles que ajudam a realmente descrever o cinema do Antonioni. O americano comentou dizendo que meu texto era sincero – e talvez isso ele seja de verdade, mesmo com esses lugares-comuns convencionais; sinceridade essa que acaba por se esconder nas palavras, enquanto que ela deveria aparecer por causa delas. Toda essa sinceridade embutida desaparece no rebusque formal.

O que Scorsese faz é unir esses “clichês” com a descrição de seqüências e relação com as cenas do filme. Se no rádio o bom repórter é aquele que evita frases prontas e utiliza a riqueza dos detalhes para ser os “olhos” e “ouvidos” do ouvinte (e assim, podendo até dizer também coisas como “o clima está tenso no aeroporto de Congonhas após a colisão do avião”), Scorsese foi nossa memória, fazendo com que lembrássemos do filme e o entendêssemos por meio de suas explicações. E mesmo quem não assistiu à L’Avventura pode captar suas palavras, porque ele especifica, faz um texto inseparável do filme, honesto, em que aborda o cinema de seu ponto de vista. O meu texto, por sua vez, é quase aleatório: dá pra recortar partes e colar em qualquer lugar que poderia se encaixar.

Espero que esse texto aqui tenha sido mais sincero e interessante. Ao longo desses poucos – porém intensos – meses de blog, tento sempre me aperfeiçoar e me encaixar no esquema-internet, onde a informação é infinita e o tempo escasso. As críticas são sempre bem vindas e serão bem recebidas por mim, porque, afinal, sou (somos) apenas um projeto em desenvolvimento.

Pensem que estão lendo isso dia 8 de agosto …

9 Agosto, 2007

Texto feito pra ontem, mas o Castellão postou ai deixei pra hoje =)

8 de agosto parece ser um dia de bem com o esporte.

Há exatos 15 anos um tal ‘Dream Team’ ganhava a medalha de ouro mais fácil dos últimos tempos. Reunindo pela primeira vez os maiores craques da NBA a seleção americana de basquete venceu todos os jogos do torneio marcando uma média de 117 pontos por partida.

Uma seleção que contava com alguns dos melhores jogadores da história do basquete mundial. Michael Jordan no auge, pulando que nem no filme ‘Space Jam’, Magic Johnson dando assistências como se fosse a coisa mais fácil do mundo, o marrento Barkley jogando sério igual ao primeiro torneio da vida. Além de outros fora de séries como Scott Pipen, Lary Bird e Karl Malone.

O time de craques que jogou como craques, o que é muito difícil para eles, Porque em cada time da NBA eles são astros ‘mor’ e querem toda a atenção, todas as bolas para o arremesso, todo time jogando em função deles, e em uma seleção reunindo todos eles isso é muito difícil de controlar. Juntando a isso o ego dos jogadores mais ricos do mundo. Mas todo o time americano foi perfeito.

Aqueles que gostam de ver jogos da NBA, entre eles eu \o/, e na época dos jogos eram apenas projetos de gente sentem uma daquelas decepções por terem nascidos na época errada. Mas graças à tecnologia e ao ótimo youtube é possível ver alguns lances daquela fantástica campanha.

Há uma chance de uma seleção americana tentar chegar perto do feito atingido pelo ‘Dream Team’. Agora no final de agosto começa o Pré-Olímpico em Las Vegas. Na primeira tentativa de reunir os craques dessa geração, no Mundial no Japão, os americanos não foram felizes ficando em terceiro lugar e não conseguiram a vaga para as Olimpíadas. O time americano vem com algumas estrelas da NBA como: Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Antonhy, Chris Bosh, Stoudemire, entre outros. Alguns astros que teriam vaga e farão falta como O´Neal e Tim Duncan, mas eles se recusaram a jogar. Esse é o problema da seleção em reunir grandes craques, a opção de não jogarem pela seleção do país optando pelo dinheiro dos clubes.

A diferença entre os jogadores NBA e os jogadores do resto do mundo é bem menor nos dias de hoje. A culpa pela igualdade dos ‘astros’ tem alguns motivos. Um dos principais deles é a possibilidade dos times americanos de contratarem estrangeiros, o que no passado era muito difícil. Grandes jogadores europeus evoluíram atuando na Liga Americana como: Dirk Nowitzki, Pau Gasol e Tony Parker. Um maior profissionalismo das Ligas Européias também é um dos motivos para o aumento do equilíbrio mundial.

O Brasil irá jogar o pré-olímpico com seus principais craques, diferente do PAN. Agora Leandrinho, Nenê e Anderson Varejão chegaram pra reforçar a equipe e tentar uma classificação que não vem desde as Olimpíadas de 96 em Atlanta. O Brasil tem grandes chances de conseguir uma das duas vagas, já que a atual campeã olímpica, a Argentina, não irá com o time completo para o torneio. Começa no final de agosto, um programasso pra quem gosta de basquete.

Se fosse pra apostar hoje em duas seleções que se classificariam para as Olimpíadas apostaria no Brasil e EUA, deixando os atuais campeões de fora. A conferir

Dia 8 de agosto só que agora de 2008. É o dia da abertura das Olimpíadas de Pequim. Será um espetáculo do esporte, acho que o maior de todos os tempos. A organização dos jogos já está inaugurando centros onde irão acontecer as provas, níveis de poluição nos redores dos ginásios estão diminuindo e o esquadrão chinês parece que vem pra competir com os EUA pela liderança no quadro de medalhas.

Claro que o Brasil terá muito menos medalhas que o PAN, e é certo que a quantidade será muito menor. Muita pretensão e muita falta do que fazer debater chances de medalhas um ano antes do inicio dos jogos. Muita água vai rolar por debaixo da ponte.

Dia 8 também teve Botafogo 0 e 2 São Paulo pelo Brasileirão. Um jogo de pouca técnica e poucas chances de gol. A partida entre os dois primeiros colocados do campeonato Brasileiro foi truncada e o SP soube neutralizar as jogadas do Botafogo, que na minha opinião sentiu a falta de Zé Boteco, e ainda vai sentir mais. O ‘ferrolho’ armado por Muricy fechou o meio do campo e com Jóquei Henrique na armação de jogadas não dará certo. E o que falar do bandido Tulio que agrediu o coitado do Leandro? Tem que ser preso!

E o Flamengo hein, deixa pra lá …

 

 

A minha aventura com Antonioni

8 Agosto, 2007

Ingmar Bergman, diretor de cinema sueco, morreu na segunda-feira dia 30, como é de conhecimento geral. Nessa noite, minha namorada me liga comentando o assunto e pergunta se eu fiquei triste com a notícia. Gosto muito dos filmes do Bergman, mas sua morte não me afetou pessoalmente. Pensei (mas não falei) que se o Antonioni morresse ficaria triste.

Na manhã seguinte, tenho o seguinte diálogo com meu pai:

- Castello, viu que mais um cineasta morreu?

- Não, quem foi agora?

- O Antonioni.

- Mentira!

- É, ouvi hoje no rádio.

 

Antonioni

                                                Todo o charme de Antonioni

Minha relação com Antonioni começou no final de 2003-começo de 2004, durante minha busca incontrolável e incessante pelos filmes dos grandes mestres do cinema; aqueles de sempre, consagradíssimos, importantíssimos, etc. Depois de Bergmans e Fellinis, Kurosawas e Kubricks, chegava a vez dos Godards e Antonionis.

Michelangelo Antonioni, nome complicado, que eu sempre chamava erradamente de Antonini. Ouvia falar de seus filmes sem nunca tê-los visto, achava que os conhecia, sentia que já me aproximava do seu cinema sem nunca ter me deparado com um mísero enquadramento ou movimento de câmera. Sonhava com seu nome, seus filmes imaginários, com fortes italianos e belas italianas; com o nome de seus filmes, o curioso L’Avventura, o explosivo Blow-Up, o misterioso L’Eclisse, o diferente Profissão: Repórter.

Um dia de janeiro fui à Estação Paissandu em busca de seus filmes, em especial Blow-Up. Entre alguns DVD’s, achei Blow-Up em fita – sem nem pensar, aluguei. Depois de tanto pensando em Antonioni, tinha uma cópia comigo, a qual revirava, lia sinopses e admirava as pequenas fotos.

 

David Hemmings e Vanessa Redgrave em Blow-up

                                      David Hemmings e Vanessa Redgrave em Blow-up

Chegando em casa, entre os outros filmes também alugados (Gritos e Sussurros, Rocco e Seus Irmãos, Céu e Inferno e Stalker – viu como era uma busca pelos grandes nomes?), Blow-Up era indubitavelmente o filme a ser visto naquela tarde. Coloco a fita, mas meu vídeo pulguento hesita em colaborar comigo: chia, treme, tela azul, cospe a fita de volta.

Inconformado, continuei por mais meia-hora nessa luta contra o maldito vídeo, que insistia em me privar do tão falado Antonioni. Não adiantava. Fiquei desolado, perdido, inconfortavelmente solitário, isolado em um mundo opressor sem nem mesmo ter contato com a temática de Antonioni. Imerso no silêncio, me veio uma idéia salvadora, porque aquele tinha que ser o dia do meu primeiro contato com aquele famoso cineasta italiano.

Voltei correndo pra locadora dizendo que meu Blow-Up estava estragado. O cara testou a fita e funcionou. Por alguns segundos, eu vi imagens do filme, mas logo desviei o olhar para não estragar o momento. Sensibilizado pela minha paixão ainda não correspondida por Antonioni, o atendente venceu a incomunicabilidade humana e me disse para alugar outro filme. Corri pra prateleira do Antonioni e segurei com força L’Avventura.

- Agora é DVD, com certeza funciona, exclamei patético e triunfante.

L’Avventura, A Aventura. A capa: uma translúcida e belíssima Monica Vitti sobre um colorido pôr-do-sol na costa da Sicília. A sinopse: entre outras coisas, uma reflexão sobre a condição humana frente os outros humanos, sobre a própria existência do ser e a relação com o mundo. Coisa ruim não ia ser.

 

Capa do DVD de L'Avventura

A capa do DVD de L’Avventura

O filme começou e não sei explicar exatamente o que se passou comigo nos 143 minutos seguintes. Encurralado contra o sofá, estava maravilhado com as imagens, arrebatado pelos enquadramentos inspiradores, pelos personagens deslocados, mise-en-scene deflagradora, sempre à procura de algo, de uma vida. Minhas expectativas eram altíssimas e não foram decepcionadas. Assisti ao filme sem piscar, sem respirar. Antonioni me trazia um novo mundo, com seu próprio tempo, ritmo e atmosfera, com sua própria diagramação e encadeamento de planos. Estava sendo conduzido pela mão para dentro do filme, pelo próprio Antonioni, colocado naquela Itália preta-e-branca, sozinho em meio aos outros personagens, em meio ao resto do mundo, em busca de algo, de um sopro de vida. Os espaços abertos da Sicília, o mar, as ilhas.

 

L'Avventura

Os personagens de L’Avventura isolados dentro do mundo – o banco frágil, a parede que divide, o mar que segue infinito

Quando se é apaixonado pelo cinema em janeiro de 2004 com 16 anos, um filme que ataca os valores de uma sociedade e investiga a crise de um relacionamento de um modo não-convencional e ao mesmo tempo tão intimista, é alçado à condição de obra-prima.

E isso que L’Avventura foi. Um filme magistral que capturou meu olhar e logo foi figura fácil entre meus filmes preferidos.

A Aventura foi a porta de entrada para o mundo de Antonioni. Veio, enfim, Blow-Up (só funcionou no vídeo da minha tia), com sua inovação desafiadora de linguagem e uma cena final inesquecível; Profissão: Repórter, forte, delirante, e ainda tinha uma cena de sete minutos em que, sem cortas, a câmera atravessava uma janela com grades (!); o visual opressor de fumaça e civilização em Deserto Vermelho; o resto da trilogia do Antonioni (trilogia da incomunicabilidade? Trilogia da mulher moderna? Chame como quiser, trilogia da vida), A Noite e O Eclipse, os pares Jeanne Moreau e Marcelo Mastroiani do primeiro, ricos e entediados; ou Monica Vitti e Alain Delon, no segundo, sugados pelo mundo contemporâneo em que vivem – detalhe particular pra seqüência final. E mais e mais. Foram tantos, são tantos.

Antonioni morreu, mas nos deixou de presente o seu Cinema para que possamos assistir, admirar e discutir para sempre.

Nós voltamos e agora é pra ficar …

6 Agosto, 2007

É hoje que o FDPUC volta. Depois das férias escolares; compromissos Panamericanos; boicote da internet e muita preguiça, estamos de volta com alguns projetos: debates, mais posts, mais assuntos e até um manual para jovens tarados desenvolvido por especialistas.

Como o tempo sem escrever foi grande a lista de assuntos também é grande. Tem o caos aéreo e as crises na política, os resultados esportivos, o PAN, as tentativas da Beatriz em seduzir o Dante, ou até mesmo a cartada ‘certeira’ do Olavo em ferrar de vez o Daniel e separá-lo da Paula – aposto se comentarmos sobre estes dois últimos o blog bomba e ultrapassa o globo.com em acessos.

Eu e metade do Brasil estamos de luto pelos resultados do Flamengo. Olhando jogador por jogador o time não é dos piores, tem até bons jogadores (Íbson, Obina, Christian, Juan, Leo Moura, Bruno…), mas os últimos jogos foram puro sofrimento. Era contra a demissão de Ney Franco, porém o clima pra ele na Gávea estava inviável. Já que tinha que ser mandado embora Kelly Slater podia ter pensado num Abel, Zetti, Paulo Autori. Mas não, trouxe o grande Joel Sócana. Primeiro jogo 3×0 – fora o baile – e indiciado pelo STJ por incitar o time à violência. Estou com muita esperança! 720 dias fora e que venha um técnico decente, ainda há tempo.

O Vasco está me surpreendendo com Sexy Roth, não esperava que um time que tem Perdigão com a camisa 10 fosse conseguir uma vitória, mas me enganei. O Fluminense? Apesar do Mr. Catra no ataque ser um bom jogador falta muita coisa pra fazer uma campanha ano que vem na Libertadores.

E o Botafogo hein? Fez um ótimo negócio em ‘alugar’ o Engenhão. O estádio é sensacional, mas com um grande porém, a localização. Uma pena, porque pelo que o Botafogo está jogando e pela beleza do estádio valeria a pena ver alguns jogos ao vivo, mas a localização dificulta. Há boatos que o Flamengo possa entrar de parceiro com o Botafogo e jogar no novo estádio. Também há uma proposta da SUDERJ que diminuiria (muito) o aluguel do estádio. A conferir qual será a decisão dos dirigentes.

Outro assunto que vem tomando da população brasileira é a sensacional novela “Paraíso Tropical”. A novela vai pegar fogo, literalmente. A tal clínica que a Paula está internada vai pegar fogo, mas o valente Daniel vai conseguir salvá-la.

Mas na minha humilde opinião eles não são os destaques da novela. O ponto alto é o Olavo. O cara é bom demais. O jeito irônico, as caras de ciúme que ele faz por trás, literalmente, da Bebel. O humor sarcástico, os planos mirabolantes, tudo é genial. Ele não pode se dar mal. Faço um apelo para Gilberto Braga e Ricardo Linhares: “Olavo presidente do Grupo Cavalcanti!”.

Pra terminar essa volta, que não foi triunfal, mas não deixa de ser uma volta, uma pergunta: se Pelé jogasse hoje ele seria o rei do futebol?

 

 

O século delas

2 Agosto, 2007

O século XVIII foi o século das luzes. O século XIX foi o século sem nome. O século XX foi o século sangrento. E o século XXI está se transformando no século delas. Muitos estão dizendo que, agora, o mundo é das mulheres, que Elas estão em maior número no planeta, são as cabeças das corporações e que Ele, na verdade, seria Ela.

Eu, particularmente, acho que isso tudo faz parte de um plano para deixá-las tomarem conta até se cansarem da jornada dupla. Nada mais do que o merecido após queimarem tantos sutiãs, contribuindo para o agravamento do efeito estufa. Mas essas são questões que estão além da compreensão de um comunicador em busca de patrocínio. 

O que me é palpável é a atual divisão do sexo feminino do homo sapiens. Os líderes do plano andam dizendo que as mulheres se dividem em dois grandes grupos: as feias e as bonitas. Nada dessa história de brancas, negras, orientais, fáceis, inteligentes. Isso é tudo passado. É coisa do século sangrento. Esse pensamento está ultrapassado! 

A ciência moderna dos “cabeças” explica que as feias são aquelas que, na visão do indivíduo do sexo masculino, não estão aptas à reprodução. Por alguma razão inexplicável, esse grupo não preenche as necessidades básicas do sexo oposto. Enquanto as bonitas são aquelas que merecem um “desenrole”, aquelas que chamam a atenção e instigam os homens a quererem conhecê-las. 

Fica nítido que essa divisão é mais precisa, porque, para chamar a atenção, é necessário muito mais do que beleza física. O charme e a beleza interna – a de dentro, dentro da roupa – são elementos fundamentais para o approach

Acaba que, como essa ciência não é das áreas mais precisas, ela depende de um elemento irracional e variável chamado: gosto. Já dizia um grande sábio: “gosto é que nem bunda. Não se discute. E se passar a mão, o pau come!”. Essa pequena falha na análise dos “cabeças” permite que diversas interpretações sejam dadas a esta teoria. 

Novamente, particularmente, eu prefiro a visão que prega que todas as mulheres são bonitas para alguém. Pode não ser o primeiro homem de quem elas gostam, nem o segundo, nem o terceiro, (…), nem o quadragésimo quinto, mas o fato é que elas são bonitas de alguma forma, para alguém (as vezes não é nem do sexo oposto!?). E isso acaba provando que, por mais que esse seja o século das mulheres, não seria o século de ninguém se não houvesse os homens. E isso mostra a dependência e a inferioridade do homo sapiens. Ou seria a independência e a superioridade? A teoria perfeita fica a seu critério…