Arquivo de Julho, 2007

FdPUC no PAN

29 Julho, 2007

Do mascote Cauê ao recordista de ouros Thiago Pereira, o Filhos da PUC foi presença garantida no Pan Rio 2007.

Mascote Cauê

Edinanci

Tiago Camilo

Bernardinho

Marta

Franklin

Thiago Pereira

Jadel Gregório

A cobertura jornalística do Pan

28 Julho, 2007

Como já ficou provado em posts anteriores: eu não sei contar. Conclui-se que eu também não sei os meses do ano, muito menos os dias e as horas. Por isso vou passar adiante uma história antiga, que me foi contada por um plantador de papoula, do interior do Somália, em seu leito de morte – eu também não sei onde começa a área rural e a área urbana por lá!

Observação do autor: a camisinha usada que você, leitor, encontrou por aí, DEFINITIVAMENTE, não é minha!

Observação dois: por que os somalis não têm batata da perna? 

______________________

 

Era madrugada quando o despertador apitou. Ele saiu da cama e quando olhou no espelho do banheiro lembrou-se de que era um dos dias mais importantes de sua vida. Finalmente ele conseguira fazer a cobertura de um evento esportivo. Era sua chance de se firmar no caderno de esportes. 

Terminando sua rotina matinal, ele saiu de casa e foi em direção ao local dos eventos do dia. Ele não sabia qual era a modalidade, mas pouco importava, ele conhecia todas de coração e isso não seria problema. Ele preparou algumas perguntas, e esperou o término da primeira prova. 

BRASIL! O ganhador da competição que abriu o dia era brasileiro. Ele correu para entrevistá-lo. Assim que chegou perto já lançou a indagação: 

- Como você está se sentindo?

- Péssimo. Não esperava por esse resultado, a gente trabalha desde os 3 meses de idade, correndo atrás de uma meta, e…é decepcionante! 

Não deu tempo para mais nada. Os poucos milésimos que separaram a ultima palavra do atleta da chegada da enxurrada de repórteres foi tempo o suficiente pra ele não se afogar em meio a tantos microfones, gravadores e bloquinhos de papel. 

Não demorou muito para o segundo ouro do dia chegar e ele sair correndo atrás do vencedor de mais prova: 

- Esse resultado te empolga para o mundial no final do ano?

- Não, infelizmente não. Esse pode ter sido um dos melhores resultados da minha vida, mas não estou nenhum pouco feliz! 

Novamente chovia jornalista pra cima do “casal”, e aquela relação mística entre entrevistador e entrevistado não durou muito tempo. Como já diziam os profetas da antiga Basiléia: “alegria de pobre dura pouco”. 

Depois desses dourados momentos de felicidade, como os extintos basiléios já haviam previsto, não vieram mais ouros. No entanto, contentando-se com a terceira colocação – o segundo lugar dos perdedores – um brasileiro de cabelo escorrido, cortado em forma de tigelinha, olhos puxados, magrinho e fortinho foi dar mais uma entrevista ao nosso colega e explicou como ele se sentia orgulhoso, naquele momento, de ser brasileiro: 

- É uma honra estar aqui agora. Essa medalha é do Brasil!

- Então você é brasileiro por dentro e por fora?

- 私は側面の後の方で示そうと思っている

- … 

E foi assim, com perguntas fundamentais, delicadas e necessárias que ele fez seu debut em pelo caderno dos esportes. Viva a cobertura jornalística do Pan.

Vem aí o maior movimento de posts do Brasil

27 Julho, 2007

Há um mês, foi anunciado que o Filhos da PUC teria uma volta triunfal, remodelado e boladão.

Oito (8) posts e um soneto (quase) decassílabo depois, o tão anunciado retorno terá que ser remarcado para o dia 6 de agosto.

Sabemos, fomos descuidados e desleixados, ignoramos nosso mais precioso bem, o assíduo leitor (agora 13, porque Paula Richard está de férias no Haiti durante 3 meses pesquisando material para seu próximo trabalho, a nova novela da Record que terá núcleo no Rio e em Porto Príncipe; e nada de internet lá).

Sabemos que você, leitor, veio aqui assiduamente em busca de frescor literário e jornalístico mas se deparou com moscas, teias de aranha, bolas de poeira, uma xícara de café suja, metade de um croissant, um pé de meia amarelo com bolinhas pretas, uma camisinha usada e uma tampa de caneta bic azul.

Não achando nada para ler, procurou outras coisas e se deparou com assuntos chatos.

Então, esqueça tudo isso:

TAM

Rio 2007

e no dia 6 de agosto, volte seus cliques para http://fdpuc.wordpress.com.

Vem aí o maior movimento de posts do Brasil.

Soneto decassílabo sobre a maçã

25 Julho, 2007

As férias estão quase acabando. O Brasil já bateu o recorde de medalhas em Pan-americanos. Mas mesmo assim continua atrás da “Paquetá diabética” e dos “EUA” (“Bem-vindo ao Congo”). Mas nada disso importa mediante uma publicação chocante para a literatura brasileira.

Explicação: como prometido durante o ano de 2005 e relembrado durante um “evento de confraternização”, segue o soneto decassílabo sobre a maçã.

Observação: eu não aprendi a contar muito bem!

Segue:

 

Maçã! Maçã? Maçã. Idiota

o tema desse soneto louco.

Mas promessa é a salada,

o primeiro prato da amizade.

 

A fruta querida da marmota

é muito mais do que um pouco

daquele doce mel, marmelada,

que une toda a adversidade.

 

Esférica, vermelha, gostosa,

é fruta do mundo temperado

e do mundo subdesenvolvido.

 

Personificação maravilhosa

da Democracia e amizade.

Muito mais do que idiotice.

Ginástica se despede e natação se apresenta com ouro

18 Julho, 2007

Primeiro boletim FDPUCANO dos jogos Pan-americanos.

‘Nunca na história’ do PAN 2007 o Brasil havia conquistado tantas medalhas no mesmo dia. Foram 6 medalhas de ouro, 2 de pratas e 10 de bronze. Destaques para a ginástica e para a natação. Teve também estréia da dupla masculina no vôlei de praia, favoritíssimos a levar o ouro.

As medalhas não conquistadas ontem vieram todas hoje, principalmente na ginástica. Depois do choro de ontem daJade Barbosa, após cair das barras assimétricas, veio a recompensa:  ouro no salto. Com dois belos saltos a carioca venceu e levou a medalha de ouro. Ela ainda ganhou mais um bronze no solo. Essa categoria poderia ter dado mais um ouro ao Brasil se Daiane dos Santos não se machucasse e fosse substituída pela carioca. Mas valeu pela alegria e vontade demonstrada por Jade.

Outro destaque foi Diego Hypólito, o ginasta brasileiro ganhou 2 medalhas de ouro. Uma no salto e outra no solo. Provando o porquê é um dos melhores ginastas do mundo.  No masculino destaque também para Mosiah Rodrigues que levou o ouro na barra fixa.

Quem mergulhou de cabeça no PAN (péssimo trocadilho né) foi Thiago Pereira. O nadador de Volta Redonda ganhou 2 ouros no seu primeiro dia de disputas. Uma no indivudual 4×200 medley e uma no revezamento 4×200 livre. O atleta brasileiro ainda tem chance de ganhar mais 5 medalhas para o Brasil. Além das duas medalhas douradas Thiago derrubou o recorde Pan-Americano na prova individual e ajudou o quarteto do Brasil a também diminuir o tempo do recorde. As provas de natação só começaram e ainda vêm mais medalhas por ai.

Uma pena foi a derrota no taekwondo, a ótima Nathália Falavinia perdeu a final para a atual campeã mundial a mexicana Rosário Espinoza. A medalha de ouro estava nas mãos da brasileira, faltando 30 segundos para o fim do combate ela estava vencendo por 1×0 e tomou um chute da mexicana que empatou a luta. No ‘golden point’ em 15 segundos de combate um contra-ataque fulminante da Rosário tirou a medalha do Brasil.

Também merece destaque hoje a vitória da seleção brasileira feminina de handball sobre Cuba. O placar de 32×28 mostrou a dificuldade que o time do Brasil teve durante a partida. O vigor físico das adversárias atrapalhou, mas não ameaçou a vitória brasileira em nenhuma parte do. Agora o Brasil enfrentará a República Dominicana pela semifinal na quinta feira. O blog acompanhará de perto. Hand feminino é ouro praticamente garantido para o Brasil.

Quarta tem mais natação, mais vôlei de praia, semifinal do feminino de quadra, mais  handball masculino, mais futebol, mais aqueles esportes maneiros que só não da vontade de ver, porque são longe pra cacete. Fiquem ligado na TV e no blog porque amanhã tem mais!

Ainda estou vivo: agora com assuntos mais agradáveis

17 Julho, 2007

O tão esperado PAN RIO 2007 começou.


Antes da abertura oficial dos jogos já tiveram algumas partidas. As ‘meninas’ favoritas do futebol e do handball venceram com facilidade. Horas antes da cerimônia de abertura, meias dúzias de gatos pingados fizeram uma manifestação em frente ao Maracanã contra os jogos no Rio.

Agora a cerimônia, ahhhhh a cerimônia. Mostrou que o Brasil tem um dom pra preparar festa. Foi espetacular, um show de luzes, fogos, dança, música. Muito bonito! O Brasil está de parabéns.

No fim dos jogos farei um comentário sobre os jogos e os reflexos na cidade e no país.

A platéia deu um show de comédia. Todas as vezes que o presidente da ODEPA, o mexicano Mario Vasquez Raña, falava a palavra Hoy (hoje em espanhol) os quase 90.000 do estádio gritavam de volta “OOOOIII”. Hilário! O público presente também deu outro show. Além das quatro vaias dadas ao presidente Lula, impedindo o chefe de Estado brasileiro de abrir oficialmente os jogos. Ahh Lula, relaxa e goza!

O espírito dos jogos realmente contagia. A vontade de ver todos os esportes ao vivo é grande. Pena que esse clima tenha chegado um pouco tarde, porque a maioria dos ingressos tenham acabado. Mas ainda é possível comprar para algumas finais ou semifinais. Também dá pra acompanhar pela televisão. Sportv com três canais, Globo, Band e Record estão cobrindo os esportes mais importantes e dando flashes com informações de todas as modalidades. Um bom programa para esse friozinho de férias de julho.

Uma coisa legal de se ver é como os brasileiros buscam no esporte um subterfujo dos problemas. E esse envolvimento é até engraçado. Jogos de modalidades pouco conhecidas parecem que viram final de Copa do Mundo contra a Argentina. Pouca gente conhece as regras e dão sugestões como especialistas no assunto. Acho engraçado, por exemplo, depois de uma série de solo em que se vê claramente que a ginasta brasileira errou a torcida vaiar a nota dada pelos juízes. A emoção muito acima da razão, que quase nada conhece sobre as regras do esporte.

O PAN continua tentarei fazer comentários diários a partir de hoje sobre o que de melhor acontecer nos jogos.

Nem só de PAN vive a alegria no esporte. A Argentina ainda nos dá esse prazer. Depois de vir andando que nem bêbado o Brasil humilhou os Hermanos na final.

Nos jogos antes da final todo mundo contestou o time de Dunga, inclusive eu. Todo bom time deve começar com um bom goleiro, e Doni nunca foi unanimidade, nem no Corinthians. No primeiro jogo falhou e a insegurança foi maior ainda. O goleiro titular da minha seleção e creio que da de Dunga também é Julio Cesar, mas ele fez uma pequena cirurgia e não pôde defender o Brasil. Minha segunda opção seria Helton. O neguinho de São Gonçalo pegava quase tudo no Vasco, menos os chutes de Pet.  Mas o goleiro de empresário bom até que não comprometeu nas horas decisivas.

As minhas decepções ficaram com Alex, Diego, Anderson, Gilberto e Maicon. Os laterais poderiam ter aparecido mais no ataque foram muito tímidos e quando atacavam eram desastrosos. Acho as melhores opções seriam Daniel Alves e Kléber, ambos têm mais aptidão para o ataque e seriam boas alternativas de jogadas pelas pontas. O zagueiro pareceu nervoso todos os minutos em que esteve em campo. Coitado de Juan que teve que jogar pelos dois.

Anderson e Diego foram decepções, mas acho que mais por pressão e falta de tempo do que por falhas deles. Os dois têm muito potencial e são ótimas opções para a posição, mas jogar pouco mais de 45 minutos cada um e serem os únicos responsáveis pela organização das jogadas é demais. Não conseguiram render o que podem e agora é esperar pra ver se Dunga dará mais uma chance a eles.  

Sobre Fernando é melhor nem comentar pra preservar a imagem do rapaz. O Affonso acho que sabe fazer gol, mas a seleção Brasileira não pode jogar em função de um jogador como ele.

O que todos também querem saber é como será o time de Dunga, com Ronaldinho e Kaká ou sem os dois. Caso não tenham oportunidades e forem convocados para ficarem no banco, a possibilidade de negarem mais uma vez a convocação é grande. Acho que dá pra encaixar jogadores com talentos, nunca são demais. Se Ricardo Teixeira me chamasse para técnico da seleção meu time de estréia seria: Julio César, Daniel Alves, Juan e Lúcio, Kleber, Gilberto Silva, Elano, Kaká e Ronaldinho Gaucho, Robinho e Ronaldo Fenômeno. SIM ele ainda é o melhor camisa 9 do Brasil.

Na final da Copa América todos que decepcionaram deram um jeito de se superar e jogar com raça. Isso que o brasileiro quer ver, e não a seleção da Copa da Alemanha. Mesmo com um time fraco tecnicamente a vontade de vencer prevaleceu e encheu de orgulho o torcedor.

A geração da Argentina se despede de competições sem conquistar um título. Não há dúvidas que Ayala, Verón, Zanetti, Crespo são jogadores de qualidades, mas vão amarelar em hora decisiva assim lá em Buenos Aires. Riquelme tem agora a responsabilidade de carregar Messi, Tevez, Cambiasso, Mascherano pra salvar a honra dos argentinos, que não ganham nada desde 1993, quando Boiadeiro entregou os pênaltis nas mãos de Goycochea.  

O Brasil ganhou as últimas três decisões contra os Hermanos. Já viraram FREGUESES!

 

Pra fechar.

O Flamengo trouxe o primo do Messi, nunca vi jogar, mas pode ser útil. Também contratou Roger, se jogar 70% do que sabe em 65% das partidas está de bom tamanho. Jogador de muito talento, mas também tem muito talento pra ficar na turma do chinelinho. Cabe a Ney Franco e a diretoria aproveitar o jogador da melhor forma possível. Ibson também irá reforçar o Mengão. Ele é um excelente jogador será muito útil ao Flamengo na temporada. Dessa vez vi como Kleber Leite é um fenômeno nos negócios, deveria ser contrato urgente para Ministro das Relações Exteriores, o porque? Como alguém consegue ‘passar’ Clayton e trazer o bom volante Christian do Atlético-PR. O meio campista teve passagem pelo Paulista e é uma boa opção para Ney Franco.

Como prometido tentarei dar ‘boletins’ do PAN 2007.

Ainda estou vivo: alguns flashes de assuntos chatos

17 Julho, 2007

Muito tempo sem escrever muitos assuntos para serem comentados. Sim ainda estou vivo

Desde a última vez que eu escrevi no blog até hoje muita coisa aconteceu e já tive vontade de voltar a escrever. Mas, ou por um boicote dos cabos de internet aqui de casa, ou por preguiça ou por falta de tempo me impediram de dar o prazer da leitura aos nossos nove leitores (nesse período de estiagem perdemos alguns clientes).

Começando pelos assuntos mais chatos, e mais antigos: as crises no Senado. O caso que ainda repercuti começou através de uma investigação da Veja. A tão revista que é tão criticada pelos pseudos-intelectuais mais uma vez dá a sua contribuição para a melhoria do país. Mais de um mês se passou da denúncia e nada aconteceu. O alvo das acusações, o presidente do Senado Renan Calheiros, continua no poder, as investigações do Conselho de Ética são mais lentos que o Rubinho e mais imparcial do que locutor da Transamérica narrando jogo de times do Rio.

O homem investigado continua mandando em tudo no Senado. A demora no caso Renan é tão grande que outro escândalo já começou e já terminou: o do ex-Senador Roriz. O medo de ser cassado e perder os direitos políticos fez com que ele renunciasse ao cargo. Mais uma vez esse recurso foi usado pelos nobres Parlamentares. O absurdo é que daqui a um ou três anos se elegerá e voltará aos cargos públicos, sem ter sido julgado pelo crime que foi acusado.


Outra coisa que tem demorado bastante são os vôos para saírem. O absurdo passado pelos passageiros é vergonhoso. Horas de atrasos e descasos já viraram rotina, e o motivo eles nunca sabem. E as palavras que recebem de conforto dos governantes são típicas de Zorra Total – com direito a risadinha gravada e tudo. As famosas “Relaxa e goza” e “Este caos aéreo é sinal de que o Brasil está crescendo” dos Ministros do Turismo e do Planejamento, Marta Suplicy e Guido Mantega, respectivamente.

Absurdo também foi o caso da doméstica Sirlei, que foi confundida com uma prostituta e espancada por jovens de classe média alta da Barra. Casos de agressões a prostituas já existiam, mas só agora que ganha o espaço na mídia. Os cincos idiotas que espancaram a empregada continuam na prisão e tiveram seu pedido de liberdade negado. O que todos querem é que esses covardes continuem na cadeia. E pelo que dizem eles devem estar sofrendo mais que qualquer julgamento, e com certeza eles já foram confundidos com prostitutas dentro das celas.

Uma série de reportagem do Jornal O Globo também chamou a atenção durante o tempo de férias. A seqüência sobre Impunidade no Brasil mostrou vários exemplos que a justiça não comparece. Desde o interior, onde familiares querem a prisão dos mandantes e assassinos dos seus parentes, até o incrível número do STF. Em 40 anos, o Tribunal que julga os crimes dos políticos não condenou nenhuma das 137 autoridades processadas. Entre elas estão de presidentes a deputados, passando por ministros. Todos os cargos públicos imagináveis e nenhum deles condenados.

Chega de assuntos chatos. Agora comentarei fatos mais agradáveis, pelo menos pra mim.

Post em resposta à resposta de Paula Richard

6 Julho, 2007

Ela voltou. Depois de um mês e cinco dias, Paula Richard retornou ao Filhos da PUC. De 18 de maio a 23 de junho esperamos ansiosamente que ela voltasse a nos presentear com suas palavras vazias e evasivas. Foram dias de angústia e sofrimento, nos quais o botão de Atualizar foi usado sem parar. Não adiantava, ela não acessava o blog. Sentíamos como se algo não estivesse completo, que as palavras tão ignorantemente sinceras de Paula Richard fossem precisas para que o blog florescesse.

A minha relação com a Paula, no entanto, é ambígua. Se por um lado espero que ela se pronuncie, anseio por seus comentários, quando eles chegam, me trazem uma frustração inexplicável. Era como se eu esperasse que ela viesse com argumentos sólidos para rebater as críticas, e não frases frouxas, que fogem do assunto, se esvaem dentro de uma vontade de se mostrar mais superior e com mais conhecimento televisivo do que eu, do alto de seu diploma de Comunicação Social com habilitação em jornalismo pela Faculdade da Cidade do Rio de Janeiro.

Paula me diz que eu não sei como funciona a produção de uma novela. Justo: infelizmente nunca estive envolvido em uma. Sabendo disso, pedi a ela que me explicasse, recebendo então o esclarecimento de que um autor é muito ocupado para estar presente em todas as gravações de seu roteiro – o que é, mais uma vez, justo. Vidas Opostas vai ao ar seis dias na semana, e se Marcílio Moraes tiver que passar o dia inteiro em um estúdio de gravação, sua mente criativa não é posta para trabalhar. Justo que ele não esteja presente nas gravações. O que não é justo, com Marcílio e com todos nós, é que seu roteiro seja manchado e nos ouvidos sejam sujos.

O diálogo que ele próprio elaborou não pode ser dito errado dessa forma. O que originou meu primeiro post foi o “ter morto” no lugar de “ter matado”, um erro que não custa trazer à tona de novo. Tem que ser falado para que se entenda que este não pode ser corrigido depois que o capítulo vá ao ar. Tem que ser identificado na hora, no momento da gravação. Quando Lucinha Lins disse “ter morto”, alguém presente no estúdio – algum dos diretores ou quem seja – deveria ter pulado da cadeira e mandado a cena ser refeita.

Se o Marcílio é ocupado, que ele arranje alguém para acompanhar as gravações (eu me candidato, mediante o pagamento de um salário mínimo), que esteja em dia com seu roteiro, com suas palavras, para que não deixe passar equívocos como esses.

Ao Marcílio, ainda não posso pedir desculpas. Ainda o vejo como parcial culpado do ocorrido – como bem expus em todos os meus posts.

Mas, cara Paula, se você não quer apontar culpado pelo “ter morto”, serei solidário, mesmo sabendo que existe um elenco inteiro de responsáveis por essa falha. E também sabendo que sua língua está coçando para dizer os culpados, mas tem que manter a pose de defender a todos.

Abraços e beijos do Filho da PUC Castello, que continua aguardando sua volta, mesmo dentro desse conflito de amor-e-ódio.

A mística relação

5 Julho, 2007

A paixão é um elemento da vida, ao mesmo tempo inexplicável e incompreensível. Os “afetados” não têm palavras para descrever a conexão, é um relacionamento tão complexo que parece ter sido estabelecido por uma entidade superior, algo mais forte e mais poderoso do que os seres humanos estão preparados para entender. Para os que não a vivem intensamente, aquela baboseira é impossível de se entender, não há palavras para justificar aquela “coisa” que eles chamam de relacionamento. Mesmo assim, mais cedo ou mais tarde todos têm as palavras na ponta da língua, mas nunca são capazes de colocá-las para fora de forma a justificar tudo aquilo que sentem. 

A prova da imposição desse sentimento de conectividade vem do berço. É praticamente destino. Muitas vezes, antes mesmo da pessoa nascer, tudo já está pré-estabelecido, como se a tradução do seu DNA fosse: “você tem que se ligar nisso!”. O sangue que pulsa pelas suas veias, passa pelo seu coração, lhe impõe a necessidade desse sentimento. As chances de se escapar são poucas, mas alguns desajustados conseguem a façanha de se desvencilhar do destino, mudar a tradução do código genético e alterar a direção e o sentido do sentimento. Mas de qualquer forma, um dia, ele estará lá presente, por mais que não lhe seja imposto já na maternidade.  

Uma fraqueza dos seres humanos é sentir. Somos escravos dos sentimentos, mesmo que seja sofrimento – algo muitas vezes está diretamente relacionado ao amor, à paixão e à mística relação da que falo. No entanto, somos fortes o suficiente para reclamar, gritar, espernear e nos revoltar quando algo nos incomoda. Não gostamos de coisas que nos são impostas. No entanto, esse sentimento é tão grandioso, tão mirabolante e estupendo que gera identificação instantânea, ainda mais quando é possível compartilhar a sua identificação. 

É por isso que nada barra a ida ao estádio. Uma pessoa que jamais foi a um estádio de futebol não é um ser humano, lhe falta um pedaço de sentimento enorme, lhe falta a relação com o futebol, com o time, com a paixão e a mística causada pelo esporte mais bonito de todos, criado a partir da costela de Adão. Mais cedo ou mais tarde todos manifestam sua simpatia. Por mais que tentem esconder dos amigos por medo de chacotas, por mais que sejam torcedores de final que não consigam descrever o lance decisivo da partida, por mais que não seja uma conexão marcante, ela está presente e é incapaz de ser posta em palavras, o mais próximo que se pode chegar é o vibrante e eufórico: 

É CAMPEÃO, PORRA!

Observação do autor: “E ninguém cala esse nosso amor! E é por isso que eu canto assim, é por ti Fogo!”

Observação dois: O momento de inspiração nada tem a ver com a conquista de algum título, é apenas uma tentativa de explicar a mística relação entre os homens e o futebol, a alegria e o sofrimento causada pela mesma.

Diversão

3 Julho, 2007

Tem vezes que a inspiração simplesmente vem, bate a vontade de escrever e o blog justifica a sua existência patética nesse mundo capitalista. Como justifiquei para nossos leitores e para mim mesmo em meu último post, entendo que isso aqui possa ter sua freqüência seriamente diminuída nesse período de tranqüilidade. Mas não me contive e resolvi alegrar a minha estadia forçada em casa. 

Observação do autor: Binha, esclarecendo um mal entendido: eu não fui pra social alguma. Não posso sair de casa, minha mãe não está deixando e se fosse pra ir pra social, eu teria ido na sua! O que eu falei pra Lívia foi que eu ia fazer uma social, já que o losCar e a Stephanie estavam aqui em casa. Simples assim.

Agora vai o texto:  

n motivos para o personagem autobiográfico não poder dirigir 

- Ele anda de bicicleta

- Ele é facilmente influenciável

- Ele gosta de se mostrar

- Ele é apressado

- Ele é irritado e não tem porte de armas 

Agora para aprofundar os tópicos postos em forma de citação para levarem à reflexão, análise e explanação: 

Tratando-se de alguém com uma personalidade e um humor tão volátil, tão sujeito a variações constantes e drásticas, pode-se explicar a vontade de andar de bicicleta. Não há forma melhor de tirar a cabeça de determinado tema do que levar o organismo à exaustão. Essa técnica milenar, oriunda da China antiga, não pode ser empregada na contemporaneidade veicular. A exaustão corporal não é algo fácil de ser atingida através da seguida pilotagem, a não ser que seja por meio de uma maratona de direção até pontos longínquos – como Porto Seguro. 

A questão de o personagem gostar de se mostrar é outra de suma importância. Novamente, tocando a sua volatilidade, pequenos gestos, atos, músicas e brincadeiras podem levar risco à vida do motorista e de seus passageiros, uma vez que gerem “desafios”. 

A pressa é inimiga da perfeição. E como não vivemos em uma das mais tranqüilas cidades do mundo, fica difícil não discutir sobre barbeiragens causadas por audácia veloz provocada pelo atraso ou até mesmo pela pressa. Brigas de trânsito, mortes e graves acidentes são as conseqüências da soma irritação com pressa menos o porte de armas, algo que praticamente asseguraria – em algumas situações – a segurança de nosso personagem autobiográfico. 

É por isso que a solução para nosso amigo é: andar de pônei branco, porque “if you wanna ride, ride the white poney.” – dessa forma os riscos são bem menores e a ciclovia pode ser usada com mais tranqüilidade.