Arquivo de Março, 2007

A vida é uma eterna malhação

31 Março, 2007

31 de março, sábado, dia de gringo. Sobre os meus ombros está o peso para manter o bom nível do último post…

 

103 motivos para ir ao Maracanã amanhã:

1- O Romário fará mais um gol. Em cima do time que mais sofreu com sua habilidade, O Botafogo: 31 vezes.

2- Será o 103 gol do “gênio da grande área”.

3- Depois disso, o vovô da pelota vai se aposentar.

4- É preciso prestigiar o herói do tetra em sua última partida.

5- O Romário fará mil gols.

6- Todos os seus amigos vão ver o milésimo gol.

7- Você vai perder os mil gols de Romário?

(…)

27- O que você vai contar para os seus netos quando eles perguntarem se você estava lá para ver o gol 103 do Baixinho?

(…)

42- Será o milésimo gol de Romário!

(…)

872- Quando ele completar a missão, as nuvens se abrirão, uma luz descerá do céu e iluminará o centro do campo. Deus e João Paulo II aparecerão. O Baixinho vai abraçar a entidade superior e Ele vai dizer: “Eu já sabia, quando eu nasci Você disse que eu era o cara!”

873- No entanto, o grande astro da tarde já avisou: “Atualmente, o Botafogo é o melhor time do Rio de Janeiro”.

874- Dodô estará em campo para dar os parabéns a Romário.

(…)

972- Será o milésimo gol de Romário!

973- Será o milésimo gol de Romário!

(…)

103- Será emocionante! O estádio inteiro cantará a comemoração do gol 103, a vitória do Botafogo e mais uma alegria do dia primeiro de abril.

 

 

 

 

A vida é uma eterna malhação

 

O índice de obesidade não está aumentando no Rio de Janeiro. Porque, além dos motivos óbvios para se manter em forma, a Cidade Maravilhosa (ou as maravilhas da cidade?) proporciona um mar de exercícios radicais que ajudam a queimar umas calorias no dia-a-dia.

 

Um carioca legítimo jamais pode subestimar as aventuras que se pode encontrar na região metropolitana. Uma caminhada pela orla pode parecer simples, mas não para o carioca. Imagine quantas calorias é possível queimar ao fugir da gangue das bicicletas, enquanto aproveita o cenário maravilhoso da praia de Copacabana. É de tirar o fôlego! Ainda mais depois de correr alguns quilômetros torcendo para encontrar um policial. Especialistas recomendam a prática 3 vezes por semana para manter o peso.

 

Outro esporte radical que é pouco difundido entre os cariocas é a locomoção viária. Estudos comprovam que erguer 40 moedas de 5 centavos, 2 vezes ao dia, em 10 anos rendem cerca de 13cm de bíceps. Isso explica o preço dos ônibus (sem ar condicionado). Dessa forma nos exercitamos ao acenar para o 435 – que não pára no ponto – com várias moedinhas na mão. Vencida a primeira etapa do exercício, temos, a seguir, os 100m rasos. Aquela “corridinha” para entrar naquele ônibus que surge no horizonte a cada meia hora e vai embora tão subitamente quanto apareceu. Um verdadeiro teste de resistência. Uma prova que poucos têm a felicidade de terminar porque acabam não agüentando o clima de sauna seca no interior do veículo e desidratam, sendo forçados a abandonar a prova.

 

Comprovadamente, o Rio de Janeiro é o melhor lugar para se manter em forma.

 

 

 

A vida é uma eterna Malhação

 

Todos já viram, pelo menos uma vez, um capítulo da novela das cinco. Malhação teve início no dia 24 de março de 1995 e com 7 anos eu achava aquilo o máximo. A dificuldade dos atores para passarem qualquer sentimento, os textos claramente decorados, enfim, uma atuação digna de VMB. No entanto, com o passar das “temporadas” a novelinha foi se tornando repetitiva, sempre as mesmas tramas e os vilões cada vez mais previsíveis e pouco criativos. Enjoei.

 

Não fui assistir Malhação até a semana passada, quando me dei conta de que a vida nada mais é do que uma grande temporada da novelinha. A dificuldade para traduzir pensamentos e sentimentos; planos extremamente maquiavélicos e incompreensíveis dos vilões para acabarem com o relacionamento dos mocinhos; e o casal bonzinho sem saber de nada, ou talvez até sabendo mas não querendo acreditar na profundidade do mal (dramáático).

 

Não se deixe levar pelo drama de Malhação, é sempre a mesma coisa, torna-se fácil de adivinhar o que vem a seguir. Não caia na rotina. Diga sempre o que quiser, na hora que quiser, para quem quiser, mesmo que a Dona Wilma vá te colocar de castigo. Seja honesto com quem você gosta e com quem você se importa, não caia no papo dos “vilões”. O papel deles é meramente secundário.

por americano

Ponto morto

30 Março, 2007

            Chegou em casa. Já estava sol. A Maria acenou a cabeça enquanto saía pras compras da semana; Janette sorridente levava o filho da Dona Marluce pra passear na pracinha; Lúcia chegava pra trabalhar toda radiante. Todo dia era a mesma coisa. Chegava pra dormir quando todos tinham acabado de acordar. Passava a noite rodando pelo Rio no seu Santana velho, pulando de passageiro em passageiro, casa em casa, rua em rua. Trabalhava automaticamente, primeira, segunda, terceira, reduz, segunda, acelera, freia, acelera, terceira, segunda, ponto morto. Solta a embreagem, primeira, segunda, terceira, quarta, quinta, você pode ir um pouco mais devagar? Acho que vou vomitar. Reduz, reduz, reduz. Vira à esquerda, vira à direita. Vou saltar ali, ok? Ok. Deu treze. Não tem menor não? Nem tenho. E tome buscar a carteira e dar troco do próprio bolso. Todo dia era a mesma coisa. Por que esses babacas não me avisam que o cara vai pagar com cinqüenta?

Olhou pra trás antes de entrar na portaria. Três babás conversavam entre si enquanto os carrinhos eram deixados de lado. No canto da praça, dois meninos chutavam uma bola de futebol aleatoriamente. Passou a primeira e entrou. Bom dia, seu Jonas. Bom dia, Zé. Chegou tarde hoje, hein. É, fiquei até mais tarde rodando. Mais cedo você quer dizer, né. Isso. Zé riu. Jonas não. Zé era chato, como todo porteiro. Pra ele, não interessava ele estar lá ou não, não precisava falar nada com ele, só precisava fazer uma coisa. Na verdade, duas. Abrir a porta e consertar as freqüentes infiltrações que davam no 403 e molhavam o quarto dele.

Separado há treze anos, há nove tinha virado taxista noturno. Sem amigos, distante da família, se separar da sua mulher foi a gota d’água pra sua vida virar um nada. No começo, a rotina era infernal. Com o tempo, se acostumou. Hoje, passa marchas como vai ao banheiro. Acha até melhor que trabalhe durante a noite e durma durante o dia. Enquanto a maioria das pessoas tenta viver, ele dorme. E quando todas desistem e vão dormir, ele aparece e fica vagando pelas ruas semidesertas. Assim, não fala com ninguém e não se sente impelido a procurar qualquer amigo antigo ou rever algum familiar perdido. Vive como fantasma.

Grisalho e flácido. Sai do espelho, Jonas, isso não importa. Saiu do espelho. Não importa. O que importa é passar a primeira, a segunda, a terceira e deixar o passageiro em casa. Ganhar o salário e pagar as contas do mês. Comprar pão fresco pra comer quando chegar e uma Lasanha Sadia antes de sair. Primeira, segunda, terceira. Minha vida é um ponto morto. Mas não hoje.

Às nove horas da noite anterior, parou no Largo do Machado pra buscar uma menina. Santa Teresa, tudo bem, vamos por Laranjeiras mesmo. Nossa, essa subida não acaba nunca? Vira aqui à direita? É, ok. Que porra de despertador é esse que não para de tocar? Vai se fuder, menina! Vou até cobrar mais pela subida e por essa porra escrota que não para de tocar. Deixou a menina ali naquele portão azul em frente à placa de 40, tá, moço e foi embora. Não passaram dez minutos e o maldito despertador tocou de novo. A idiota esqueceu o telefone no carro, bem feito! Pegou e desligou. Que telefone escroto, podia ter um melhorzinho, hein. Foda-se, agora é meu.

Carro 051, você encontrou algum telefone celular no banco de trás? Não vou responder. Carro 051, por favor, responda, a última passageira diz que esqueceu o celular na sua viatura. Passou a quarta. Não vou responder. Passou a quinta.

Em casa, pegou o telefone celular roubado. Não ia responder à operadora, chata, mal-humorada, mal-comida. E ele? Não quis pensar nisso. Estava com o celular de outra pessoa. Os passageiros entravam e saíam do seu Santana sem dar satisfação, enquanto ele passava a marcha e virava o volante e nada acontecia. Não agüentava mais os passageiros. Pegar aquele celular e mentir pra operadora foram as únicas adrenalinas de verdade em muito tempo. Trancado em casa, sem marcha pra passar, freio de mão pra puxar ou troco pra dar, ele segurou o celular da menina desconhecida. Apertou com força, cheirou, mordeu, lambeu. Abriu, fechou. Ligo ou não ligo? E se ela ligar pro número quando eu ligar? Eu desligo! Ligou. Mensagem bonitinha, deve ser do namorado. Idiota. Ia ligar pra algum conhecido. Pra quem? Não tinha ninguém. Ligou pra sua casa. O celular não pode completar a ligação pois o chip está bloqueado. Filhadaputa bloqueou o chip, agora mesmo que não devolvo!

Sentado no sofá, decidiu investigar o celular. Olhou os contatos, e depois de percorrer a lista com 174 nomes, fechou o flip. Abriu. Não tinha conhecido 174 pessoas direito na sua vida inteira, e aquela menina com um terço da idade dele tinha todos esses nomes no celular. Fechou. Abriu de novo. Que flip ruim. Foi xeretar as mensagens. Quem é esse cara que só tem mensagem dele? Deve ser o namorado idiota. No sofá, vendo as mensagens, pensou que nunca tivera alguém como esse namorado. Te amo pra sempre, você é minha linda, quero te agarrar o dia inteiro, te amo, te amo, te amo, te amo. A menina devia gostar muito dele, eles deviam se amar. E eu? Eu nada. Tenho nada. Tenho um Santana e um apartamento fudido. Eu passo a primeira, a segunda, a terceira, a quarta, reduzo, dou o troco e de vez em quando peço pra não baterem a porta com força.

Cansado da noite e da adrenalina frustrada, deixou o telefone de lado e dormiu no sofá.

O Pan é do RIO !

29 Março, 2007

Depois de duas belas estréias aqui a pressão foi jogada toda nas minhas costas. Normalmente consigo me dar bem com ela, veremos.

 

Nossa! Que dúvida foi pra achar um assunto pra escrever. Tinha que ser algo não muito “hard core” ou nada muito leve. Essa história do Pan sempre me irritou. Quando ouço alguma reclamação sobre ela me identifico profundamente. Mas quando Galvão Bueno repetiu trocentas vezes no jogo do Brasil contra Gana foi o auge. E a maneira mais rápida e direta de me expressar foi por aqui.

         A reclamação não é daquelas de filho único criado pela avó em apartamento na Zona Sul do Rio, “É meu e ninguém usa.”. Grande parte da imprensa trata o Pan como se fosse o “Pan do Brasil”, e não é. É o Pan do RIO. Ninguém falava Olimpíadas da Austrália (e sim de Sidney), ou Pan da República Dominicana (e sim de Santo Domingo).

Se realmente os jogos fossem realizados no Brasil, não haveria uma sede única. Algumas modalidades seriam jogadas em uma cidade, outras em um estado diferente. Como acontecerá na Copa do Mundo de 2014.

Antes da escolha entre Houston e Rio de Janeiro, houve uma disputa interna entre Rio e São Paulo. Acredito que se os jogos acontecessem na outra cidade, não teria essa democratização. Pode ser que muitos brasileiros se orgulham do “Brasil” ter vencido a disputa com os “EUA”, mas eles têm que entender que o Pan é do RIO. Dos milhões investidos, boa parte foi da prefeitura e do governo estadual; as heranças serão para a população do Rio; o “livre” acesso será para a população do Rio.

Mas nem tudo são flores para os anfitriões dos jogos. A confusão que acontecerá no trânsito, os inúmeros buracos de obras, tudo isso vai tornar e está tornando o cotidiano um inferno. E isso atrapalhará a vida de quem, dos brasileiros ou dos cariocas?

          Os problemas de dinheiro, a demora nas entregas de obras e brigas entre governos eram duramente criticados pelos jornalistas. E creditavam os erros aos governantes do estado (também acho que houve irresponsabilidade do governo).

Ou seja, quando falam bem, dizendo que é uma vitória, progresso, ele é do Brasil. Quando vão criticar atrasos e irresponsabilidade, é do Rio. Seria um discurso ensaiado para caso a violência atrapalhe em algum aspecto o andamento dos jogos? Nesse caso empurrarão os jogos para “nós”. Mas caso tudo ocorra como está esperado, novamente será o Pan do Brasil.

Com defeitos e qualidades, ele é nosso.

Pan do Brasil é o cacete, é Pan do Rio!

 

 

 

Não sei como fui de começo, mas guardei algo “mais esportivo” pra segunda. Uma homenagem para o milésimo gol do Baixinho.

Meu certo cinema

29 Março, 2007

Estou inaugurando hoje meu espaço nesse blog, e aproveito para apresentar rapidamente o que acontecerá comigo e com ele. Compartilhado por três jovens estudantes de Comunicação Social, o blog não pretende muito, mas não quer voar baixo. Os assuntos abordados serão diversos: em pelo menos seis dias da semana um novo texto será publicado, indo de cinema – ministrado principalmente por mim – a esportes, passando por cultura em geral e baboseiras interessantes e desinteressantes. Cliquem e aproveitem!

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O que você vai querer fazer?

Cinema.

Ih, vai ser pobre, hein.

 

Não adianta me dizer isso. Eu já sei. Vou ser pobre, tudo bem. Me deixe ser. Não precisa jogar na minha cara que você vai fazer publicidade e vai ganhar rios de dinheiro pra pensar em um slogan milionário; ou que vai ganhar dez mil num estágio dentro de uma firma de advocacia. Não me interessa. Desde criança que eu ouço pra eu “seguir meus instintos” e se não der certo, “que se foda, você tenta de novo”. Meu instinto hoje é fazer Cinema. Às vezes eu posso duvidar se é realmente isso que eu quero, mas tem vezes que recebo confirmações que me deixam claro que esse é meu caminho aconteça o que acontecer. Seja vendo filmes e sentindo o poder transformador de cada movimento de câmera ou seja fazendo meu próprio filme.

Ir para São Paulo editar meu primeiro grande curta-metragem me deixou nada menos que empolgado. Robert Bresson, cineasta francês, disse que o filme nasce três vezes e morre duas. Nasce nas idéias, mas morre no roteiro; vive de novo pelas pessoas e pelos objetivos filmados, mas morre na película – no meu caso, morreu na fita DV; sua próxima volta à vida, além de definitiva, é a mais consagradora: na edição, onde tudo entra na perfeita ordem. Ver um filme nascendo é maravilhoso. Ver as cenas se juntando, fazendo sentido. É a mágica do cinema. É a minha magia. Pode ser uma magia que dê pouco dinheiro, mas andar por aí com um DVD que você pode apresentar como “meu filme” não tem preço. Quem dirá comprar ingresso no Unibanco Arteplex para ver seu próprio filme?

Depois de algumas experiências toscas com vídeos caseiros, Um Certo Adeus realmente me mostrou que o cinema existe, apesar de todas as complicações. Não é fácil. Demorou pra achar atores. Demorou pra achar uma data pra gravar. Quando chegou a data, choveu. Quando chegou a nova data, não deu. Na próxima data, não tínhamos equipamento. Demorou pra conseguir equipamento. Só na quarta data conseguimos enfim gravar. O equipamento não foi barato. Tivemos que correr contra o tempo e terminar toda a gravação em um dia para só pagar uma diária. O que deixou a todos feliz foi o filme nascer pela segunda vez, com os atores contracenando e o ambiente ajudando. Depois de dois meses, digamos, descansando, voltou a viver. Não foi barato de novo. Não foi fácil. Mas viveu. Isso que importa.

Enfim, editado, ele ressucitou, exalando a mais pura vida, cheio de frescor. Cada corte, cada fade, cada cena, cada tempo de cada cena, cada gesto dos personagens, cada diálogo, cada movimento de câmera, cada tudo é novo, mesmo sendo visto mil vezes por mim num mesmo dia. No meu primeiro curta de verdade, tudo é vida, tudo é cinema, mesmo que para certas pessoas não seja, mesmo que para mim em alguns dias, meses, anos, não seja, hoje é minha realidade, meu motivo de orgulho, minha inspiração para futuros trabalhos. Eu não me canso de Um Certo Adeus, tampouco quero dar um certo adeus para o cinema tão cedo.

Vida de esportista

28 Março, 2007

Confesso que antes de começar a escrever fui dar uma pesquisada sobre a relação de esportes radicais e vida saudável. Acabei me perdendo e achei incrível como muitos sites citam trekking e montanhismo como esportes espetaculares e bizarramente radicais. O quê se tem de radical em caminhar na montanha? Posso até aceitar que descer um paredão de 20m, num rapel radical no Pico do Papagaio, na Floresta da Tijuca, após uma caminhada de uma hora, seja muito divertido e requeira muito sangue frio. No entanto, numa caminhada na montanha, o máximo de adrenalina que você pode ter é fugir de assaltantes escondidos na mata.

Críticas à parte, acho essa tal vida de esportista e os esportes radicais ideais de vida saudável. Confesso que tenho inveja dos atletas que vivem disso. Para mim, vida de esportista é benéfica, regrada e cheia de diversão, é uma vida salutar. Acordar cedo, tomar café e sair para fazer o seu exercício é o auge, viver dele, então, nem se fala. Para se manter em forma, o dia-a-dia precisa ser saudável, os horários delimitados e os treinamentos intensos. Imagine estar com 70 anos, um corpinho de 30 e um fôlego de 18. Repito: O AUGE.

Apesar disso, vida de esportista não é só para quem tem patrocínio e pretende fazer aquilo para o resto dos seus dias. Passar os anos saudavelmente, realizando exercícios, para mim, também é vida ideal. Tenho amigos que dizem que esse papo de acordar cedo é um saco, a aula só começa às 13hs, só dá tempo para acordar, almoçar e sair de casa. Mas a verdade é que acordando cedo as possibilidades para o seu dia são praticamente ilimitadas. Saindo cedo da cama, o dia rende muito mais. Podemos fazer o que bem desejarmos e ainda sobra tempo para dormir, se ainda tivermos vontade.

Analisemos as vantagens de sair da cama cedo: com um certo sacrifício, levantando às sete horas, dá para sair de casa às oito, pegar a bicicleta – no caso dos mais sedentários, ou que moram mais longe, o ônibus -, ir até a praia e estar lá por volta das 8hs e 30min. Chegando na areia podemos realizar diversos tipos de exercícios: jogar um futebol, surfar (pegar jacaré), olhar as mulheres, dormir, etc. Saindo da praia às 11hs e supondo uma demora de 30min para chegar em casa, há tempo de sobra para tirar uma (outra) soneca, almoçar e ir para a faculdade. O horário perfeito. Realizamos tudo que os meus amigos dizem impossível por causa das horas ingratas da PUC e, de quebra, pegamos uma praia num dia de semana.

Alguns podem dizer que isso é coisa de gente preguiçosa que não estuda. Mas se pensarmos bem, pessoas preguiçosas que não estudam não acordam às sete da manhã, não fazem exercícios, não tem horários regrados e muito menos um treinamento intenso. Opa, todos os critérios estão preenchidos, a resposta perfeita para os que nos acusam de falta de estudo é que: ir à praia também é vida de esportista. Viva a geração saúde!

 

por “americano”

Uma palhaçada!

27 Março, 2007

Rio de Janeiro. Teve início uma palhaçada com sentido! Alunos da PUC-Rio decidiram iniciar um blog sobre besteiras interessantes para informarem e se divertirem. Em uma decisão coletiva, mas com pressão intensa de um “americano”, os adolescentes começaram, nesta terça, uma brincadeira com um lado sério.

Um lead perfeito para servir de introdução ao mundo do jornalismo universitário. Bem-vindo ao fdpuc.com